sexta-feira, 29 de abril de 2011

Material gratuito do MIT para download

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fornece em sua página web, intitulada MIT OpenCourseWare (OCW), uma série de publicações gratuitas de materiais dos cursos oferecidos pelo MIT. O OCW está ativo, disponível para todos e é uma atividade permanente do MIT.

Os materiais podem estar em diversos formatos, entre eles o popular PDF. São notas de aula, exercícios e soluções, projetos e exemplos, e conteúdo multimídia.

Os cursos são de todos os departamentos do MIT, desde engenharia e tecnologia até ciências sociais e biológicas.

A página do MIT OpenCourseWare pode ser acessada pelo endereço http://ocw.mit.edu/

Os cursos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação estão em http://ocw.mit.edu/courses/electrical-engineering-and-computer-science/

Os materiais disponíveis são apenas um resumo dos cursos do MIT e não o conteúdo completo. Não formam o processo de educação do MIT, não serve para graduação ou certificação e não proporcionam o acesso para a graduação no MIT.

sábado, 23 de abril de 2011

Exportando uma apresentação para Flash

O formato de arquivo Adobe Flash (.swf) (ou Macromedia Flash) serve para armazenar animações, vídeos e aplicações interativas para páginas Web. O conteúdo Flash pode ser exibido em diversos sistemas de computadores e dispositivos usando o Adobe Flash Player, que é fornecido gratuitamente para navegadores Web e alguns dispositivos móveis.

Com o OpenOffice e o LibreOffice é possível exportar uma apresentação feita no Impress como um arquivo .swf. O arquivo Flash gerado tem algumas limitações, por exemplo não mantém as animações e as transições de slides, mas oferece um resultado satisfatório para apresentações básicas.

Para exportar uma apresentação para o formato Flash (.swf) siga estes passos:

1) Vá em Arquivo > Exportar...

2) Selecione o local onde será gravado o arquivo e digite um nome para o arquivo.

3) Em "Formato de arquivo:" escolha "Macromedia Flash (SWF) (.swf)" e clique em "Exportar".

Pronto, abra o arquivo gerado em um navegador Web para verificar a apresentação.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DFF - Sistema para forense digital

O DFF, Digital Forensics Framework (http://www.digital-forensic.org/), é um projeto dedicado para a forense digital.

O propósito deste sistema é oferecer um ambiente modular de forense digital para os profissionais de TI, com capacidade de realizar análises e de extrair dados suspeitos dos arquivos.

Estes arquivos podem vir de aquisição de dados de mídias digitais, como discos rígidos, memória RAM, dispositivos móveis ou pacotes capturados pela rede. Também podem vir de dados deletados que foram recuperados.

A informação é processada em um recipiente virtual de somente leitura, que preserva a integridade e autenticidade dos dados.

Principais características:

- Visualizadores de imagens, vídeos, textos, sistemas de arquivos.
- Análise de linha do tempo.
- Visualizador hexadecimal.
- Gerenciamento de volumes, partições.
- Manipulação de arquivos.
- Leitura de metadados, EXIF, estrutura de dados etc.
- Memória volátil: Windows XP (volatility).
- Sistemas de arquivos FAT 12/16/32, NTFS, EXTFS 2/3/4.
- Recuperação de dados, "file carving".
- Análise do registro do Windows.

O DFF é dividido em três camadas distintas de software, que comunicam entre si através de uma API modular:

- O núcleo.
- As interfaces de usuário.
- Os módulos.

A primeira camada é o núcleo da aplicação. É usado para carregar e executar os plugins.

A segunda camada é composta de plugins e módulos, invocados pelo núcleo. Cada um é designado para analisar tipos específicos de dados, como dados da RAM e sistemas de arquivos.

A terceira camada é composta da interface ao usuário. Esta camada é usada para selecionar a origem dos dados que serão analisados e visualizar os resultados das análises. As interfaces são a gráfica e o shell para linha de comando.


O DFF ainda é um projeto novo mas já está bastante funcional. Se o projeto crescer, novos módulos devem ser desenvolvidos e assim, o DFF oferecerá muitos recursos para a computação forense.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Problema de Lógica: Verdade em apenas um dia da semana

Ricardo fala a verdade em apenas um dia da semana.
Um dia, ele disse: "Eu minto nas segundas e terças".
No dia seguinte, disse: "Hoje é quinta, sábado ou domingo".
No próximo dia, falou: "Eu minto nas quartas e sextas".
Em que dia da semana Ricardo fala a verdade? Em que dia foi feita a primeira afirmação?





RESPOSTA





O primeiro dia não pode ser segunda ou terça pois a afirmação seria uma contradição. Se fosse segunda ou terça, a afirmação não poderia ser verdade pois está dizendo que mente. Se fosse segunda, a afirmação não poderia ser mentira pois terça seria o dia da verdade e a terceira afirmação também seria verdadeira. Se fosse terça, a afirmação não poderia ser mentira pois segunda seria o dia da verdade e a terceira afirmação também seria verdadeira.

O terceiro dia não pode ser quarta ou sexta pois a afirmação seria uma contradição. Se fosse quarta ou sexta, a afirmação não poderia ser verdade pois está dizendo que mente. Se fosse quarta, a afirmação não poderia ser mentira pois sexta seria o dia da verdade e a primeira afirmação também seria verdade. Se fosse sexta, a afirmação não poderia ser mentira pois quarta seria o dia da verdade e a segunda afirmação também seria verdade.

Se o primeiro dia não pode ser segunda ou terça e o terceiro dia não pode ser quarta ou sexta, então o segundo dia não pode ser terça, quarta ou quinta.

Se o segundo dia não pode ser quinta então a segunda afirmação é mentira, porque quinta não pode ser uma opção nesta afirmação. E se a segunda afirmação é mentira então o segundo dia não pode ser sábado ou domingo.

Os três dias podem ser quinta, sexta e sábado, ou, domingo, segunda e terça.

O primeiro dia não pode ser quinta pois se a primeira afirmação fosse verdade, a terceira afirmação também seria verdade, e se a primeira afirmação fosse mentira, segunda ou terça seria o dia da verdade e a terceira afirmação, que ocorre no sábado, também seria verdade.

Assim os três dias são domingo, segunda e terça. A primeira afirmação foi feita em um domingo.

A afirmação de domingo não pode ser verdade senão a terceira afirmação também seria verdade. E sendo a primeira afirmação uma mentira e a segunda afirmação também, que ocorre na segunda, Ricardo fala a verdade nas terças.

sábado, 26 de março de 2011

Combinar ou extrair páginas de arquivos PDF

O Ghostscript é um pacote de softwares que possibilita o usuário ver ou imprimir arquivos PostScript e PDF, ou convertê-los para outros formatos.

Este pacote é bastante popular nas distribuições Linux, entretanto muitas pessoas não sabem que o Ghostscript é uma ferramenta poderosa para combinar ou extrair páginas de arquivos PDF, através do comando 'gs'.

Para combinar dois ou mais arquivos PDF em um único arquivo, podemos usar o comando a seguir:

$ gs -dBATCH -dNOPAUSE -sDEVICE=pdfwrite -sOutputFile=saida.pdf um.pdf dois.pdf

O exemplo é para dois arquivos. Se desejar combinar três ou mais arquivos PDF, continue a linha de comando adicionando os nomes dos arquivos separados por espaço.

Para extrair páginas de um arquivo PDF, gerando um novo arquivo PDF, podemos usar o comando a seguir:

$ gs -dBATCH -dNOPAUSE -dSAFER -sDEVICE=pdfwrite -dFirstPage=X -dLastPage=Y -sOutputFile=saida.pdf entrada.pdf

Descrição das opções:

-dBATCH
sai da execução do comando após o último arquivo;

-dNOPAUSE
desabilita o prompt e pausa no final de cada página;

-dSAFER
desativa os operadores "apagar" e "remover" e a habilidade de abrir os arquivos em outro modo além de somente leitura;

-sDEVICE=xxx
seleciona o dispositivo de saída;

-dFirstPage=X
seleciona a primeira página a ser processada

-dLastPage=Y
seleciona a última página a ser processada

-sOutputFile=arquivo
seleciona o arquivo de saída

Existem outros comandos que podem realizar estas duas tarefas. Mas o comando 'gs' é interessante pois preserva todos os objetos PDF importantes das páginas que os contém, sem realizar nenhum tipo de conversão.

sexta-feira, 25 de março de 2011

VirtualBox: Adicionais para Convidado e Pasta Compartilhada no Linux

Adicionais para Convidado

O VirtualBox fornece para instalação dentro da máquina virtual (VM) um pacote denominado "Adicionais para Convidado".

Este pacote é um conjunto de drivers e aplicações que otimizam o sistema operacional convidado para melhorar a performance e a usabilidade.

Os "Adicionais para Convidado do VirtualBox" é fornecido em uma imagem de CD-ROM de nome VBoxGuestAdditions.iso.

O arquivo desta imagem fica localizado no diretório de instalação do VirtualBox, a própria instalação do VirtualBox já traz esta imagem.

Para instalar os "Adicionais para Convidado do VirtualBox" em uma VM, monte este arquivo ISO na VM como um dispositivo de CD virtual e execute o instalador para a arquitetura do sistema convidado.

# VBoxLinuxAdditions-x86.run

Pelo menu 'Dispositivos - Instalar Adicionais para Convidado' o VirtualBox habilita a imagem na VM, o sistema operacional convidado costuma reconhecer o dispositivo de CD carregado.

Em uma VM com sistema Linux, os "Adicionais para Convidado" podem necessitar ter seus módulos recompilados de acordo com o kernel do sistema.

É preciso ter o DKMS, o compilador C, o make e o pacote de desenvolvimento do kernel instalados no sistema.

Se futuramente ocorrer uma atualização do kernel, será necessário recriar os módulos manualmente, com o comando:

# /etc/init.d/vboxadd setup

Para desinstalar os "Adicionais para Convidado" execute o instalador com a opção 'uninstall':

# VBoxLinuxAdditions-x86.run uninstall


Pastas Compartilhadas

Uma das funcionalidades do VirtualBox é o recurso das "Pastas Compartilhadas", para acessar arquivos localizados na máquina hospedeira.

Para que funcione é necessário ter os "Adicionais para Convidado", instalados na máquina convidada, e o módulo 'vboxsf' carregado.

A pasta compartilhada deve residir fisicamente no hospedeiro e será compartilhada ao convidado usando um driver especial de sistema de arquivos.

Para compartilhar uma pasta do hospedeiro, com a VM em execução, clique no menu 'Dispositivos - Pastas Compartilhadas' e especifique o caminho para esta pasta, clicando no ícone "Adicionar Pasta Compartilhada". Anote o "Nome da Pasta" que você escolheu.

Agora basta montar esta pasta usando o comando 'mount' com o tipo para 'vboxsf':

# mount -t vboxsf Nome_da_Pasta /mnt/pasta

Consulte a documentação do VirtualBox para conhecer todas as possibilidades deste recurso das "Pastas Compartilhadas".

quarta-feira, 23 de março de 2011

Opção sos no boot do Windows XP

No processo de boot do Windows XP, o programa Ntldr lê o arquivo Boot.ini para carregar o sistema operacional. O Ntldr lê o conteúdo do arquivo Boot.ini e utiliza este conteúdo para montar o menu de opções, no qual pode selecionar o sistema operacional a ser carregado.

Neste arquivo, na seção [operating systems], cada linha indica um sistema instalado. Caso só tenha um, só terá uma linha.

Cada linha desta seção tem o caminho para a pasta do respectivo sistema operacional, seguido do rótulo para o menu e, por fim, as opções para a execução do sistema operacional.

Quando há algum problema na inicialização do Windows XP, podemos tentar descobrir se o problema está relacionado com algum driver de dispositivo. Podemos usar a opção /sos.

A opção /sos exibe na tela os nomes dos drivers dos dispositivos enquanto eles são carregados. Uma boa indicação do motivo do problema poderá ser o último driver carregado antes da inicialização falhar.

Edite o arquivo C:\boot.ini e adicione no final da linha a opção /sos, como no exemplo abaixo:

[boot loader]
timeout=30
default=multi(0)disk(0)rdisk(0)partition(1)\WINDOWS
[operating systems]
multi(0)disk(0)rdisk(0)partition(1)\WINDOWS="Microsoft Windows XP Professional" /noexecute=optin /fastdetect /sos

Por padrão, a tela Windows Loader apenas reproduz pontos de progresso.

O Windows Vista e superiores não utilizam este método de boot, no lugar do Boot.ini é usado o Boot Configuration Data (BCD).