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terça-feira, 18 de outubro de 2011

CDs para recuperação de S.O. em computadores

Pode acontecer em algum momento sermos surpreendidos, ao ligar o computador, com um sistema operacional que não inicia. A causa do problema pode ser variada, incluindo falta de algum arquivo importante, infecção de vírus, perda de configuração, sistema de arquivos corrompido e por aí vai.

Uma das soluções e talvez a primeira a ser tentada é a inicialização do computador usando um Live CD. Um Live CD é um CD contendo um sistema operacional que é executado diretamente a partir do CD, para a RAM, e assim não precisa ser instalado no disco rígido do computador.

Existem sistemas em Live CD que são específicos para recuperação do computador. Estes CDs trazem diversos softwares para analisar, arrumar e resgatar o sistema operacional ou outro software com problema.

Recomendo dois Live CDs que são bastante interessantes e funcionais em uma situação emergencial. Um deles é o Hiren's BootCD e o outro é o System Rescue CD.

O Hiren's BootCD (http://www.hirensbootcd.org/) é um CD bootável gratuito que contém muitas ferramentas úteis para as mais variadas situações de recuperação. É voltado principalmente para sistemas Windows, com ferramentas executáveis neste sistema e ainda contém um mini Windows XP, que é iniciado pelo CD. O Hiren's BootCD traz ferramentas para partições, backup, recuperação, antivírus, testes, acesso ao registro, senhas etc.

O System Rescue CD (http://www.sysresccd.org/) é um CD bootável livre com Linux para administração e conserto do sistema e dados. Traz uma série de softwares para Linux incluindo ferramentas para sistema e ferramentas básicas de manipulação de arquivos. Contém um kernel com suporte aos mais importantes recursos de hardware, software e um completo suporte à rede. Permite customização dos softwares instalados e a possibilidade de usá-lo com um pendrive ao invés da mídia óptica.

Com estes dois Live CDs podemos tentar recuperar o sistema sem a necessidade de uma reinstalação completa, claro que dependendo da situação. São ferramentas que não devem faltar a um profissional da informática.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O que são dispositivos de armazenamento?

Na computação, um dispositivo de armazenamento é um componente capaz de gravar informação. É o hardware que possui a finalidade de armazenar o software. Os dados ou informações gravadas em um computador ficam armazenados nestes dispositivos.

Um dispositivo de armazenamento pode ser classificado em:

- Memória principal ou secundária;
- Memória volátil ou não volátil;
- Dispositivo magnético, óptico ou eletrônico;
- Dispositivo removível ou não removível.

A RAM é a memória principal do computador, é uma memória volátil pois os dados são perdidos com o desligamento da máquina, e é um dispositivo eletrônico não removível. É na RAM onde ficam armazenados os programas que estão em execução e os arquivos abertos para exibição ou edição. A RAM é utilizada automaticamente pelo computador e pelo sistema operacional, desta forma, no uso comum o usuário não controla diretamente a RAM. É a memória mais rápida do computador e também a mais cara, sem considerar os registradores e o cache.

Pente de memória RAM.

Na memória secundária ficam armazenados os softwares, os documentos e as imagens etc. de uma maneira não volátil, ou seja, a informação fica armazenada permanentemente, mesmo com o computador desligado. É no uso da memória secundária que o usuário pode interagir e modificar em sua operação do computador, gravando programas e documentos etc.

Os dispositivos de armazenamento que compõem a memória secundária podem ser removíveis ou não removíveis. Um disco rígido (HD) e um disco de estado sólido (SDD) são dispositivos não removíveis pois ficam permanentemente no interior do computador, apesar de existirem equipamentos que dão mobilidade à estes dispositivos. Nestes dispositivos internos ficam os softwares prontos para serem executados.

Um disco rígido é um dispositivo de armazenamento magnético, a informação é gravada em uma superfície magnética. Atualmente é o dispositivo de armazenamento secundário que possui a maior capacidade de armazenamento, podendo ter mais de 2 terabytes de espaço. Um disco de estado sólido é um dispositivo eletrônico, um circuito integrado ou um chip, comumente utilizado em netbooks e outros equipamentos de tamanho reduzido. Não possui a mesma capacidade de armazenamento que o disco rígido.

Disco rígido e disco de estado sólido.

Os dispositivos removíveis são aqueles que o usuário pode retirar do computador e assim pode transportar dados de um computador para outro. Alguns autores denominam os dispositivos removíveis como memória terciária porque servem a memória secundária para cópia de segurança ou instalação de software. Existem dispositivos magnéticos, como disquete e fita, dispositivos ópticos, como CD, DVD e Blu-ray, e dispositivos eletrônicos, como pendrive e cartão de memória flash. Há ainda o dispositivo óptico-magnético, chamado MiniDisc (MD), com o processo de gravação sendo magnético e de leitura óptica.

Os dispositivos removíveis são mais lentos no processo de leitura e escrita comparados aos dispositivos não-removíveis. Possuem uma menor capacidade de armazenamento, visto que um disquete armazena 1,44 MB, um CD, DVD e Blu-ray armazenam respectivamente 700 MB, 8,5 GB e 50 GB, e o pendrive e a fita com algumas centenas de gigabytes.

Disquete, cartão flash, pendrive, minidisc, CD e fita.

As mídias ópticas, CD, DVD e Blu-ray, possuem versões que suportam apenas uma gravação. Por exemplo o CD-R e o DVD-R. Nestas mídias os dados não podem ser regravados.

A fita magnética é o único dispositivo que os dados são lidos em uma forma sequencial, isto é, é preciso percorrer toda a fita até encontrar o dado desejado. Diferente, pois nos outros dispositivos os dados podem ser acessados diretamente. As fitas são particularmente utilizadas para backup de uma grande quantidade de dados.

Os micro-computadores atuais não trazem mais um dispositivo de disquete porque já está em desuso. Agora trazem portas USB e leitor de cartões de memória flash, além do dispositivo de DVD ou Blu-ray.

Com a evolução tecnológica os dispositivos de armazenamento estão cada vez menores no tamanho e maiores na capacidade. O único inconveniente para o usuário é a preocupação com a compatibilidade entre as tecnologias que vão surgindo, principalmente se existem dados que precisam ser armazenados por muitos anos.

                                             Velocidade          Velocidade
Dispositivo              Capacidade          de Leitura          de Gravação

Disquete                 1,44 MB             62,5 KB/s           62,5 KB/s
MiniDisc                 160 MB                                  352 KB/s
CD                       700 MB              7800 KB/s (52x)     7200 KB/s (48x)
DVD                      4,7 GB e 8,5 GB     32,4 MB/s (24x)     32,4 MB/s (24x)
Blu-ray                  25 GB e 50 GB       54 MB/s (12x)       54 MB/s (12x)
Cartão flash             até 48 GB           40 MB/s             12 MB/s
Pendrive                 até 64 GB           30 MB/s             15 MB/s
Fita magnética           até 400 GB          80 MB/s             80 MB/s
Disco de estado sólido   até 256 GB          700 MB/s            250 MB/s
Disco rígido             até 2,5 TB          70 MB/s             70 MB/s

* Como existem uma infinidade de tecnologias, marcas e modelos, os valores são apenas genéricos e ilustrativos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Emulando computadores antigos com o MESS

Quem é mais "antigo" na informática deve lembrar dos primeiros computadores pessoais comercializados no Brasil. Nos anos 80 já existia no mercado uma boa variedade de computadores domésticos, entre eles o Commodore 64, Amiga, CP-400 (Color Computer 2), TK-85 (ZX-81), MSX etc.

Naquela época era comum o computador usar como mídia de armazenamento uma simples fita cassete. Muitos também usavam cartuchos próprios e alguns já possuíam como opção os disquetes flexíveis. E o monitor era a televisão.

Hoje podemos reviver aquela época em nosso computador atual utilizando softwares chamados emuladores. Um emulador tem o propósito de recriar as funções originais do hardware. Um software executado em um emulador apresenta-se exatamente como se estivesse sendo executado no hardware original.

Um dos melhores e mais completos emuladores atualmente é o MESS. Seu nome é um acrônimo para "Multi Emulator Super System". O MESS é capaz de reproduzir sistemas de computadores e consoles em um PC. Atualmente possui capacidade para emular mais de 250 sistemas das últimas cinco décadas. O propósito primário do MESS é preservar a história dos computadores e consoles. O MESS é baseado no MAME, um emulador de jogos arcade.

O MESS emula o hardware destes sistemas e muitas vezes utiliza imagens da ROM para carregar programas e jogos. A ROM é equivalente a BIOS dos computadores atuais e graças aos hobistas o conteúdo de quase todas as ROMs de antigamente foram convertidas para arquivos imagem e podem ser encontradas pela Internet. Assim da mesma forma acontece com os softwares, onde antigamente eram armazenados em mídias que hoje em dia estão fora de linha, entretanto foram transferidos para os sistemas atuais e geralmente também na forma de arquivos imagem.

Podem ser encontradas versões do MESS para os sistemas Windows, Linux e Mac, inclusive os fontes para quem queira editar e compilar seu código. O MESS é um software gratuito porém vale salientar que as imagens das ROMs e dos softwares antigos na maioria das vezes não são.

O MESS possui uma interface bastante completa. É possível configurar os dispositivos de entrada para simularem os antigos dispositivos. As unidades de armazenamento funcionam como unidades virtuais, o sistema emulado vai interpretar o arquivo imagem como uma mídia real em um hardware. É possível montar imagens de disquetes, cartuchos, fitas cassetes etc.

Para quem usa Linux, provavelmente nos repositórios da distro tenha disponível o pacote contendo o MESS, na distro Fedora está no pacote sdlmess. Qualquer coisa no site oficial do MESS (http://www.mess.org/) é possível fazer o download para qualquer sistema.


sábado, 19 de setembro de 2009

Unidades de Medida do Computador

Toda informação introduzida em um computador precisa ser entendida pela máquina, para que possa corretamente interpretá-la e processá-la. O computador, sendo um equipamento eletrônico, armazena e movimenta as informações internamente sob forma eletrônica, em um valor de voltagem ou de corrente. Para uma maior simplicidade e confiabilidade na representação elétrica da informação, os valores de voltagem, ou de corrente, são gerados e manipulados pelos circuitos em apenas dois valores diferentes, 0 e 1.

Dessa forma, os computadores digitais são totalmente binários. Toda informação introduzida em um computador é convertida para a forma binária. Tornando inclusive mais simples o emprego da lógica booleana para o tratamento da informação.

Assim, a menor unidade de informação armazenável em um computador é o algarismo binário ou dígito binário, conhecido como bit (contração das palavras inglesas binary digit). O bit pode ter então somente dois valores, 0 e 1.

Mas para poder armazenar as informações da linguagem humana, o computador manipula os bits em grupos ordenados. Por definição, instituída pela IBM e atualmente utilizada por praticamente todos os fabricantes de computadores, um caractere da linguagem humana é armazenado em um grupo ordenado de oito bits. Com isso o byte, definido como um grupo ordenado de oito bits, é a menor unidade de armazenamento de informação útil em computadores para nossa linguagem.

Em Dezembro de 1998 a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC), líder em padronização mundial de eletrotecnologia, aprovou como um padrão internacional nomes e símbolos para os prefixos dos múltiplos binários usados no campo de processamento e transmissão de dados.

Prefixos binários são nomes ou sí­mbolos que precedem a unidade de medida, para indicar a sua multiplicação por potências de base dois, semelhante aos prefixos padronizados pelo Sistema Internacional de Unidades (SI), onde a multiplicação se dá por potências de base dez. Os nomes e símbolos dos prefixos binários e suas respectivas potências binárias são mostrados abaixo:

1 Kilobyte  (KB)                   = 2^10 Bytes = 1.024 Bytes
1 Megabyte (MB) = 1024 Kilobytes = 2^20 Bytes = 1.048.576 Bytes
1 Gigabyte (GB) = 1024 Megabytes = 2^30 Bytes = 1.073.741.824 Bytes
1 Terabyte (TB) = 1024 Gigabytes = 2^40 Bytes = 1.099.511.627.776 Bytes
1 Petabyte (PB) = 1024 Terabytes = 2^50 Bytes = 1.125.899.906.842.624 Bytes
1 Exabyte (EB) = 1024 Petabytes = 2^60 Bytes = 1.152.921.504.606.846.976 Bytes
1 Zettabyte (ZB) = 1024 Exabytes = 2^70 Bytes = 1.180.591.620.717.411.303.424 Bytes
1 Yottabyte (YB) = 1024 Zettabytes = 2^80 Bytes = 1.208.925.819.614.629.174.706.176 Bytes


Com o passar dos anos e com a acelerada evolução tecnológica dos computadores, torna-se mais comum entre nós o uso dos prefixos de potências maiores. O primeiro computador pessoal padrão IBM tinha apenas 640KB de memória RAM, hoje é comum computadores com 4 GB de RAM. Os primeiros discos rígidos para estes computadores tinham até 10 MB, hoje usamos discos rígidos de 500 GB. As primeiras mídias removíveis armazenavam 180 KB, hoje temos as mídias Blu-ray que armazenam até 93,2 GB.

Por enquanto estamos na era dos Terabytes e Petabytes, pois os maiores bancos de dados do planeta e os mais grandiosos cálculos matemáticos realizados em computadores manipulam quantidades de informações dentro destas faixas. Não se assuste se um dia começar a ver anúncios de câmeras digitais de 5 Exabytes!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Controlador de luz através da porta paralela

Há alguns anos saiu nas bancas uma coleção portuguesa chamada Electrónica PC. Eu comprei os números que vieram até a revista sair de linha. Era uma coleção que ensinava hardware, eletrônica digital e vinha com um projeto para montagem. No segundo fascículo veio o "Controlador luminoso através de Centronics".

É um equipamento que faz com que o computador controle oito saídas de energia da rede elétrica, comunicando pela porta paralela. Pode-se programar um software para operar o equipamento usando qualquer linguagem, em qualquer sistema operacional.

Anexado à este fascículo estava esta placa de circuito:





Bastou então adquirir os componentes necessários, que são estes:

8 resistores de 470 ohms.
8 resistores de 1200 ohms.
8 circuitos integrados MOC3011 ou MCP3011.
8 circuitos integrados TIC 226D ou BT 137.
8 terminais de ligação por parafuso para circuito impresso.
1 conector DB-25 macho dobrada para circuito impresso.
1 cabo de 25 condutores.
2 conectores DB-25 para cabo, macho e fêmea.
1 caixa plástica.
8 tomadas fêmea de 220 V.
cabo de ligação à rede, encaixes para CI etc.

Veja as fotos do equipamento montado:





Segundo a revista este equipamento agüenta até 800W por canal, mas os cabos que usei não tem bitola suficiente, então ligo somente lâmpadas de baixa potência.

Com um equipamento desse pode-se automatizar uma residência, ligando e desligando lâmpadas em horários pré-programados, também como televisão, rádio etc. Inclusive pode-se acessar remotamente o computador para modificar o estado das saídas. Pela internet é comum encontrar referências à equipamentos deste tipo como controlador de cafeteira.