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domingo, 12 de agosto de 2012

Curingas nas operações com arquivos e diretórios no Linux

Curingas são caracteres especiais, ou metacaracteres, usados para especificar, em uma única linha de comando, um conjunto de arquivos ou diretórios de uma única vez. Com o uso dos curingas, o interpretador de comandos realiza a expansão para todos os caracteres possíveis, montando todas as combinações para os nomes dos arquivos ou diretórios.

Existem os seguintes tipos de curingas no Linux:

*          equivale a um conjunto de zero ou mais caracteres

?          equivale a um único caractere

[padrão]
  [ ]      equivale a qualquer um dos caracteres especificados
           dentro dos colchetes
  [^]      equivale a qualquer outro caractere menos os caracteres
           especificados
  [-]      equivale a qualquer um dos caracteres da lista

{padrões}
  {,}      equivale a qualquer padrão da lista


Exemplos:

arq*.txt           (todos iniciados com arq)

arq?.txt           (todos iniciados com arq + 1 caractere)

arq[134].txt       (arq1.txt, arq3.txt, arq4.txt)

arq[13][24].txt    (arq12.txt, arq14.txt, arq32.txt, arq34.txt)

arq[^25].txt       (exclui arq2*.txt e arq5*.txt)

arq[1-3].txt       (arq1.txt, arq2.txt, arq3.txt)

arq{[1-3],6}.txt   (arq1.txt, arq2.txt, arq3.txt, arq6.txt)

arq.{doc,xls,txt}  (arq.doc, arq.xls, arq.txt)


O curinga é um recurso que permite a filtragem do que será manipulado pela linha de comando. E como visto em alguns exemplos, os tipos de curingas podem ser usados em conjunto.

As chaves {} possuem um recurso a mais, a geração de caracteres para ser usada na criação de arquivos ou diretórios. Por exemplo, o comando "mkdir aula{1,2,3}" cria os diretórios aula1, aula2 e aula3 de uma só vez.

Os curingas dão vantagem a interface em modo texto quando na seleção de muitos arquivos ou diretórios, pois este procedimento em uma interface gráfica pode ser cansativo.

sábado, 9 de outubro de 2010

Como alterar o nome do proprietário e organização da licença no Windows

Você comprou um computador com o Windows instalado e percebeu que na janela Sobre o Windows aparece na licença o nome da empresa que vendeu o computador ou outro nome qualquer. Se você deseja alterar o nome do proprietário em que o Windows mostra-se licenciado, então este artigo pode ajudá-lo. É possível alterar o nome e a organização da licença do Windows.

Para alterar as informações é necessário editar o registro, clique no botão Iniciar, depois em Executar (ou pressionando as teclas Windows+R), digite regedit.exe no campo Abrir e execute-o. Se você receber a janela do Controle de Conta de Usuário (no Windows Vista ou 7), clique em Sim. No Editor do Registro procure pela seguinte chave:

HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion

Agora encontre as chaves RegisteredOwner e RegisteredOrganization no painel direito. Dê um duplo clique sobre elas para alterar os valores e digite o nome que desejar. Após as mudanças, simplesmente saia do Editor do Registro.

Para verificar as mudanças, digite winver.exe na janela Executar para abrir a janela Sobre o Windows.

Esta dica funciona em todas as versões do Windows, incluindo o Windows 7 e Vista.

domingo, 2 de maio de 2010

Escolhendo um nome de domínio eficaz

O nome de domínio possui uma função muito importante no reconhecimento online da identidade da marca de uma empresa. É importante considerar como o nome de domínio será interpretado, não somente quando impresso mas também quando pronunciado. Em uma impressão é pequena a possibilidade de erro porque o nome de domínio é visto com os próprios olhos. Mas quando é tentado passar o endereço do website verbalmente à outra pessoa, por exemplo durante uma conversação pelo telefone, pode-se tornar muito difícil a interpretação.

Assim antes de registrar o nome de domínio, mantenha estas dicas em mente:

1) Para o negócio, um domínio de topo (top-level domain, TLD) .com é uma obrigação. Mesmo que tenha um .biz, .net ou .org, as pessoas sempre associam um endereço de e-mail ou de website com um .com.

2) Se o nome de domínio .com já está registrado por outra empresa, evite um mesmo nome com um domínio de topo diferente. Por exemplo, registrar acmeinc.net porque outra empresa já possui registrado acmeinc.com.

3) Um nome de domínio eficiente precisa de pouca ou nenhuma explicação quando expressado verbalmente. Ao menos que a marca dependa, tente evitar:

a) Usar números porque senão sempre terá que prolongar com uma explicação dizendo, por exemplo, "é o algarismo 3" ou "é a palavra três".
b) Substituir uma letra fonética como magika invés de magica, porque senão sempre terá uma explicação "é magica escrito com k".
c) Um homófono heterográfico fora de contexto. Por exemplo "cemcoisas.com" (semcoisas.com) porque senão sempre terá uma explicação "é um trocadilho com o sem".
d) Usar acrônimos para substituir nomes comerciais longos. Por exemplo, ninguém vai lembrar de um nome como "rgdt.com" (Rede Globo de Televisão).

4) Tenha em mente, para clareza evite usar mais de três ou quatro palavras distintas. Por exemplo "AcmeWebSite.com" está bom mas "AcmeIncCriacaoEDesenvolvimentoDeWebSite.com" é muito extenso.

5) Evite usar hífen porque são desajeitados para expressá-los em voz alta. Se for necessário use somente um. Dizer "Minha Empresa hífen Nome ponto com" é aceitável mas dizer "Minha hífen Empresa hífen Nome ponto com" é fatigante.

6) Tenha ciência dos arranjos das palavras. Às vezes devido a um infeliz arranjo um hífen é necessário para proteger a integridade da identidade da marca. Por exemplo, o nome de domínio "www.experts-exchange.com" sem o hífen pode ser interpretado como "www.ExpertSexChange.com".

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O erro do nome GNU/Linux

Uma discussão bastante pertinente no mundo do software livre é em relação ao nome correto para o sistema operacional Linux. A disputa está entre chamar de somente Linux ou de GNU/Linux. Para apresentar o meu ponto de vista, que é a favor de usar somente Linux, vou antes introduzir alguns fatos históricos.

O Projeto GNU é um projeto iniciado por Richard Stallman em 1984, com o objetivo de criar um sistema operacional totalmente livre. A partir desta data, Stallman e vários programadores que abraçaram a causa, vieram desenvolvendo as peças principais de um sistema operacional, como compilador de linguagem C, editores de texto, etc.

Um ano após foi fundada, por Stallman, a Free Software Foundation, uma organização sem fins lucrativos que se dedica à eliminação de restrições sobre a cópia, redistribuição, entendimento e modificação de programas de computadores. E em Janeiro de 1989 Richard Stallman publicou a primeira versão da GNU General Public License, ou simplesmente GPL, que é a designação da licença para software livre no âmbito do Projeto GNU da Free Software Foundation.

Em 1991 apareceu oficialmente o Linux, que é um núcleo de sistema operacional, desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds. E logo no início o seu código fonte foi disponibilizado sob a GPL para qualquer pessoa que utilizar, estudar, modificar e distribuir de acordo com os termos da licença.

Neste momento do desenvolvimento do Linux, vários aplicativos já vinham sendo reunidos pelo Projeto GNU da Free Software Foundation e só estavam à espera de um núcleo, do subprojeto GNU Hurd. Porém devido a demora em desenvolver o Hurd, Stallman acabou adotando o núcleo Linux como base para distribuir os programas do Projeto GNU, e ao mesmo tempo diversas pessoas e instituições tiveram a mesma idéia, assim várias distribuições começaram a surgir baseadas no núcleo desenvolvido inicialmente por Linus.

Agora começa minha argumentação. Apesar do Projeto GNU ter a intenção de desenvolver um sistema operacional, na realidade o projeto produziu quase nada, poucos softwares são realmente de autoria dos integrantes do projeto, a grande maioria dos softwares são desenvolvidos por terceiros que adotaram a GPL para a disponibilização, do mesmo modo o núcleo Linux. O Projeto GNU não tem uma distribuição de um sistema operacional desenvolvida por eles, tem apenas softwares isolados, disponíveis sob a GPL, que se agrupados podem compor um sistema operacional.

O núcleo Linux não foi criado pelo Projeto GNU, Linus Torvalds apenas adotou a GPL para disponibilizar o software. O Projeto GNU pode sim ter alguma colaboração com o crescimento do núcleo Linux, assim como existem milhares de programadores ao redor do mundo e inclusive empresas privadas as quais participam do desenvolvimento do núcleo Linux. Deste modo pode-se dizer que o Linux é de todos, o nome é de propriedade de Linus Torvalds mas o código é livre para todos, seguindo os termos da GPL.

Existem diversas distribuições que utilizam o núcleo Linux e diversos outros softwares que estão sob a GPL. Nenhuma destas distribuições é do Projeto GNU, apenas a licença para software livre do Projeto GNU que é utilizada para a distribuição dos softwares. E inclusive muitos softwares contidos em várias distribuições estão sob outra licença.

Então, no meu ponto de vista é errado dizer GNU/Linux, pois o núcleo Linux é do Linus Torvalds e o Projeto GNU apenas desenvolveu a licença para a disponibilização. Além do mais não se fala EPL/Eclipse ou CDDL/OpenSolaris. Até poderiam, pois existem softwares que são desenvolvidos diretamente por seus respectivos projetos, como o Mozilla Firefox com sua licença MPL e o Apache Tomcat da Fundação Apache.