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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Como medir a altura ou a profundidade usando o tempo da queda?

Um dos modos de calcular a altura ou a profundidade, por exemplo da janela de um prédio ou de um poço, é soltar um objeto no alto e medir o tempo gasto da sua queda até que este objeto chegue ao final.

Para realizar este cálculo nós utilizamos uma fórmula do Movimento Uniformemente Variado (M.U.V.), pois durante a queda do objeto o valor da aceleração escalar instantânea permanece constante no decorrer do tempo. Precisamente, utilizamos a função horária dos espaços:


Na fórmula, a aceleração escalar está representada pela letra Gama (Γ) e neste cálculo corresponde à aceleração da gravidade (g) da Terra. Seu valor está em torno de 9,8 m/s². O sinal de g será positivo pois a orientação da trajetória é a mesma da gravidade. Os valores para posição inicial (s0) e velocidade inicial (v0) são adotados como nulos porque a distância será a partir de onde o objeto é solto e o objeto vai estar parado em nossa mão. Então, simplificando a fórmula, a distância (d) à ser calculada é dada por:


Por exemplo, se o tempo gasto na queda do objeto foi três segundos, a distância será aproximadamente 44 metros (d = 4,9 x 3²). Apenas para ilustrar, o objeto atingiu o final a uma velocidade de 29,4 m/s (v = v0 + g.t) (função horária da velocidade).

Se quiséssemos ser mais precisos, poderíamos considerar que o tempo total corresponde a soma do tempo da queda do objeto com o tempo do retorno do som da batida. Entretanto, como a velocidade do som é relativamente alta, em torno de 340 m/s, para cada metro de distância o som demora apenas 0,003 segundos em seu deslocamento. Muito pouco para influenciar este cálculo. A não ser que a queda tenha mais de 170 metros, o que daria uma porção do tempo total de aproximadamente 0,5 segundos para o tempo do som.

O procedimento de introduzir o tempo do som ao cálculo é simples porém deixa de ser um cálculo que pode ser efetuado mentalmente. A distância percorrida pelo som é 340 vezes o tempo gasto (d = 340 x ts) e a distância percorrida pelo objeto é, como vimos, a aceleração da gravidade, dividido por dois, vezes o quadrado do tempo gasto pelo objeto (d = g/2 x to²). Estas distâncias são as mesmas então 340 x ts = g/2 x to². A soma, do tempo gasto pelo objeto mais o tempo gasto pelo som, é igual a três (to + ts = 3), consequentemente o tempo gasto pelo som é igual a três menos o tempo gasto pelo objeto (ts = 3 - to). Colocando tudo numa equação podemos encontrar um dos tempos (a aceleração da gravidade foi arredondada para 10 m/s² para facilitar o cálculo):

340 x ts = g/2 x to²
340 x (3 - to) = 10/2 x to²
1020 - 340to = 5 x to²
to² = 1020/5 - 340/5 x to
to² = 204 - 68to
to² + 68to - 204 = 0

Neste ponto chegamos a uma equação do segundo grau e resolvendo pela fórmula de Bhaskara obtemos que o tempo gasto pelo objeto é igual a 2,88 segundos. Logo, o tempo gasto pelo som foi três menos 2,88 (ts = 3 - to), que é igual a 0,12 segundos. Para concluir, basta colocar um destes valores de tempo na sua respectiva fórmula para obtermos o cálculo da distância. Se d = g/2 x to² então d = 9,8/2 x (2,88)² = 40,64 metros. Usando a outra fórmula, d = 340 x ts = 340 x 0,12 = 40,8 metros. Os valores não são exatos pois fizemos diversos arredondamentos pelo caminho.

Para obter um melhor resultado nesta medida é interessante que o objeto tenha uma boa densidade para não sofrer muito com a resistência do ar. Não dá muito certo por exemplo soltar uma pena. Obviamente, todos estes cálculos desprezam a resistência do ar na queda do objeto.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Problema de Lógica: Medir o tempo com cordas

Atenção, resposta logo após o problema.

Você tem duas cordas de comprimentos diferentes. Colocando fogo em uma das pontas, cada uma delas queima em uma hora. Além disso as cordas têm diâmetros diferentes e o diâmetro de cada corda não é uniforme, existem pedaços mais finos e outros mais grossos. Como não são uniformes, queimar as cordas até a metade não corresponde a meia hora. Como podemos medir 45 minutos?





RESPOSTA





Põe-se fogo, ao mesmo tempo, nas duas pontas de uma corda e em uma ponta da outra corda. Quando a corda com fogo nas duas pontas chegar ao fim, terá se passado meia hora. Neste exato momento põe-se fogo na outra ponta da outra corda e quando esta chegar ao fim, terão se passado mais 15 minutos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A árvore genealógica das linguagens de programação

Uma linguagem de programação é um conjunto de palavras capaz de expressar instruções para um computador. É um conjunto de regras padronizadas usadas para construir um programa de computador. Uma determinada combinação das palavras da linguagem, formando uma seqüência lógica de eventos, constitui o código fonte de um software. Esse código fonte, armazenado em um aquivo texto, é depois traduzido para código de máquina, que é executado pelo computador.

A intenção das linguagens de programação é tornar mais fácil a criação de softwares pelo programador, pois é uma linguagem próxima à linguagem humana, ao contrário da linguagem de máquina que utiliza códigos semelhantes às instruções do hardware.

Nos anos 50 foi o início das linguagens modernas de programação. As três primeiras linguagens de programação modernas, as quais suas descendentes ainda são utilizadas são FORTRAN (FORmula TRANslator), LISP (LISt Processor) e COBOL (COmmon Business Oriented Language).

Do FORTRAN vieram linguagens como Basic, C, Pascal, estas vindas da linha da linguagem ALGOL. Muitas outras, a maioria, vieram a partir destas descendências. Para ter uma idéia, Perl, PHP, Java, vieram da linguagem C, e também tem VisualBasic e Delphi que vieram do Basic e Pascal respectivamente.

No site de Éric Lévénez existe uma página que contém uma apresentação gráfica muito interessante da linha do tempo das linguagens de programação com todas as descendências. Lá é possível conhecer a origem das diversas linguagens. Acesse esta página neste endereço: http://www.levenez.com/lang/

Outros sites possuem conteúdo semelhante, são acessados nos endereços abaixo:

http://www.digibarn.com/collections/posters/tongues/
http://oreilly.com/pub/a/oreilly/news/languageposter_0504.html
http://merd.sourceforge.net/pixel/language-study/diagram.html

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Linha do tempo das distribuições Linux

No website "GNU/Linux Distro Timeline" existe um cladograma que mostra, em uma linha temporal, os relacionamentos de descendência entre as distribuições Linux, desde as primeiras distros até as atuais. Neste cladograma podemos observar as quatro principais distribuições (Debian, Slackware, Suse e Red Hat) e suas descendentes.


Por definição, um cladograma é uma representação gráfica em forma de uma árvore que procura traduzir as relações de parentesco entre as diferentes espécies ou grupos de espécies. Os pontos onde os ramos se ligam, ou nós, correspondem a uma ou mais características pertencentes a um ancestral comum mas que estão presentes em todos os seus descendentes.

A versão original deste cladograma pode ser obtida em http://futurist.se/gldt/.