Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2012

Segurança eletrônica

Reproduzido do site da Polícia Civil do Estado de São Paulo, seguem algumas dicas de segurança eletrônica:

1. Evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos; se forem abertos e estiverem acompanhados de arquivos anexos, não abra tais anexos em hipótese alguma. Geralmente são arquivos executáveis que se infiltram no seu computador.
2. Evite abrir e-mails de bancos e órgãos oficiais como Receita Federal, TRE, DETRAN e SERASA. Essas instituições não enviam e-mails, a não ser que seja solicitado pelo usuário.
3. Faça instalação de programas antivírus, de preferência fabricantes conhecidos, e evite programas piratas.
4. Fazer uso de Backup (cópia de segurança) em arquivos importantes.
5. Escolha sites conhecidos.
6. Certifique-se da segurança do site. Ele deve ter um ícone de cadeado na parte inferior da tela.
7. Só digite números pessoais como identidade, CPF ou cartão de crédito em sites criptografados (essa técnica de segurança ‘‘embaralha’’ as informações para que só os computadores do site consigam desvendar o real significado de suas informações pessoais). Para saber se a empresa conta com esse processo, procure o link que descreve as formas de pagamento e condições de segurança.
8. Verifique se os dados do seu cartão de crédito ficam armazenados no banco de dados da loja virtual. Os melhores sites são os que não salvam esses dados.
9. Imprima todas as etapas da negociação feita pela Internet. Inclusive a descrição do produto, os termos de pagamento, condições e a garantia.
10. Evite deixar em seu computador pessoal (PC) senhas gravadas ou o uso da função auto-completar.
11. Crie senhas aleatórias, mesclando letras e números e procure alterá-la periodicamente, evite usar nomes que possam facilitar a ação de Hackers como data de aniversário, numero do telefone, datas comemorativas e nomes de familiares ou animais de estimação.
12. Não forneça dados pessoais em salas de relacionamento ou bate-papos on-line. Os criminosos são capazes de desvendar senhas com apenas algumas informações pessoais.
13. Nunca divulgue número de cartão, conta bancária ou senha por e-mail.
14. Os pais devem ficar atentos e monitorar os contatos e relacionamentos que envolvem crianças e adolescentes, principalmente durante a madrugada.

Fonte: Polícia Civil do Estado de São Paulo (http://www2.policiacivil.sp.gov.br/x2016/modules/mastop_publish/?tac=Seguran%E7a_eletr%F4nica)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ferramenta de exploração de rede e segurança

O Nmap (Network Mapper) é uma ferramenta para exploração de rede e auditoria de segurança. Foi desenvolvida para escanear rapidamente redes amplas e também funciona contra hosts individuais.

O Nmap utiliza pacotes IP em estado bruto para determinar quais hosts estão disponíveis na rede, quais serviços os hosts oferecem, quais sistemas operacionais estão executando e dezenas de outras características. Uma grande habilidade do Nmap é de criar pacotes IP do nada e enviá-los utilizando métodos únicos para realizar os diferentes tipos de escaneamentos.

Embora o Nmap tente produzir resultados precisos, todas as deduções são baseadas em pacotes devolvidos pelas máquinas-alvo, ou firewalls na frente delas. Tais hosts podem ser não-confiáveis e enviar respostas com o propósito de confundir ou enganar o Nmap. Muito mais comum são os hosts não de acordo com a RFC, que não respondem como deveriam às sondagens do Nmap.

Escaneamento de rede é o processo para descobrir hosts ativos na rede e informações sobre os hosts, como sistema operacional, portas abertas, serviços e aplicações.

O escaneamento de rede engloba quatro técnicas básicas:

1) Mapeamento de rede - envia mensagem para um host para gerar uma resposta se o host estiver ativo;

2) Escaneamento de porta - envia mensagem para uma porta para determinar se está ativa;

3) Detecção de serviço - envia uma mensagem específica para uma porta ativa para gerar uma resposta com o tipo e versão do serviço;

4) Detecção de S.O. - envia uma mensagem específica para um host ativo para gerar uma resposta com o tipo do sistema operacional.

Uma amostra de scan do Nmap:

# nmap -A -T4 scanme.nmap.org

Starting nmap ( http://insecure.org/nmap/ )
Interesting ports on scanme.nmap.org (205.217.153.62):
(The 1663 ports scanned but not shown below are in state: filtered)
PORT    STATE  SERVICE VERSION
22/tcp  open   ssh     OpenSSH 3.9p1 (protocol 1.99)
53/tcp  open   domain
70/tcp  closed gopher
80/tcp  open   http    Apache httpd 2.0.52 ((Fedora))
113/tcp closed auth
Device type: general purpose
Running: Linux 2.4.X|2.5.X|2.6.X
OS details: Linux 2.4.7 - 2.6.11, Linux 2.6.0 - 2.6.11
Uptime 33.908 days (since Thu Jul 21 03:38:03 2005)

A maioria dos tipos de scan está disponível apenas para usuários privilegiados. Pois o Nmap envia e recebe pacotes em estado bruto, o que requer acesso de root em sistemas Linux.

Sinopse para linha de comando do Nmap:

nmap [Tipo]... [Opções]... Alvo

Tudo na linha de comando do Nmap que não for uma opção é tratado como uma especificação de um host-alvo. O procedimento básico é especificar como alvo um endereço IP ou um nome de host para ser escaneado. É possível escanear uma rede inteira de hosts adjacentes, para isso o Nmap suporta o estilo de endereçamento CIDR.

Para escanear todos os IPs de uma máscara de rede, acrescenta-se /númerodebits em um endereço ou hostname. Por exemplo, 192.168.10.0/24 escanearia os 256 hosts entre 192.168.10.0 e 192.168.10.255, inclusive. Pode-se especificar uma lista de números separada por vírgulas ou faixa de números para cada octeto. Por exemplo, 192.168.0-255.1-254 irá pular todos os endereços na faixa que terminarem com .0 ou .255.

O Nmap aceita múltiplas especificações de host na linha de comando, e elas não precisam ser do mesmo tipo. Por exemplo, 'nmap scanme.nmap.org 192.168.0.0/16 10.0.0,1,3-7.0-255'.

As seguintes opções também estão disponíveis para controlar a seleção de alvos:

-iL arquivo                Lê a especificação de alvos à partir de um arquivo
                           de entrada. Cada entrada deve ser separada por
                           espaços em branco, tabulações ou quebra de linhas.
--exclude host1,host2,...  Especifica uma lista de alvos, separados por vírgula,
                           a serem excluídos do scan mesmo que façam parte da
                           faixa de rede especificada.

Um dos primeiros passos em qualquer missão de reconhecimento de uma rede é reduzir um conjunto de faixas de endereços IP, em uma lista de hosts ativos e interessantes.

-sP   Esta opção diz ao Nmap para somente executar um scan usando o ping, e
      então mostrar os hosts disponíveis que responderam ao scan.

-sL   O scan listagem é uma forma de descoberta de hosts que simplesmente lista
      cada host da rede especificada, sem enviar nenhum pacote aos hosts-alvos.
      Apenas faz a resolução de DNS reverso dos hosts para descobrir seus nomes.

-P0   Esta opção pula completamente o estágio de descoberta do Nmap (sem ping).
      Faz com que o Nmap teste as funções de escaneamento solicitadas contra
      todos os endereços IP alvos especificados, como se cada alvo IP estivesse
      ativo.

-n    Não faz uma resolução DNS reversa nos endereços IP ativos que encontrar.

-PS portas  Esta opção envia um pacote TCP vazio com a flag SYN marcada.
            A flag SYN sugere aos sistemas remotos que você está tentando
            estabelecer uma comunicação.

-PA portas  Faz o ping usando TCP ACK. É muito similar ao ping usando SYN.

-PU portas  Faz o ping usando UDP, que envia um pacote UDP vazio para as portas
            informadas.

A função principal do Nmap é o scanner de portas. O simples comando 'nmap alvo' escaneia mais de 1660 portas TCP no host alvo. O Nmap divide as portas em seis estados: aberto, fechado, filtrado, não-filtrado, open|filtered, ou closed|filtered. Esses estados não são propriedades intrínsecas da porta, mas descrevem como o Nmap as vê.

Os seis estados de porta reconhecidos pelo Nmap:

aberto           Uma aplicação está ativamente aceitando conexões TCP ou
                 pacotes UDP nesta porta.
fechado          Uma porta fechada está acessível, mas não há nenhuma aplicação
                 ouvindo nela.
filtrado         O Nmap não consegue determinar se a porta está aberta porque
                 uma filtragem de pacotes (firewall/roteador) impede que as
                 sondagens alcancem a porta.
não-filtrado     O estado não-filtrado significa que uma porta está acessível,
                 mas que o Nmap é incapaz de determinar se ela está aberta ou
                 fechada.
open|filtered    O Nmap coloca portas neste estado quando é incapaz de
                 determinar se uma porta está aberta ou filtrada.
closed|filtered  Este estado é usado quando o Nmap é incapaz de determinar se
                 uma porta está fechada ou filtrada.

Existem dezenas de técnicas de escaneamento e para cada tarefa deve ser escolhida a que for apropriada. Apenas um método pode ser utilizado de cada vez exceto que um scan UDP pode ser combinado com qualquer um dos tipos de scan TCP. As opções dos tipos de escaneamento de portas estão no formato -sC, onde C é um caractere proeminente no nome do scan, normalmente o primeiro:

-sS    O scan SYN é a opção de scan padrão. Pode ser executada rapidamente,
       escaneando milhares de portas por segundo em uma rede não bloqueada por
       firewalls.

-sT    O scan TCP connect é o scan padrão do TCP quando o scan SYN não é uma
       opção. Esse é o caso quando o usuário não tem privilégios para criar
       pacotes em estado bruto.

-sU    Ativa o scan UDP. Pode ser combinado com um tipo de escaneamento TCP
       para averiguar ambos protocolos na mesma execução.

O Nmap oferece opções para especificar quais portas são escaneadas e se a ordem de escaneamento é aleatória ou sequencial:

-p portas   Especifica quais portas deseja escanear. Números de portas
            individuais são suportadas, bem como as faixas separadas por um
            hífen (ex. 1-1023).
            Quando escanear ambas as portas TCP e UDP, pode especificar um
            protocolo em particular, precedendo os números de portas com T: ou
            U: (ex. -p U:53,111,137,T:21-25,80,139,8080).

-F          Especifica que deseja apenas escanear as portas listadas no arquivo
            nmap-services que vem com o nmap. Escaneamento rápido.

-r          Não usa as portas de forma aleatória. Especificar -r faz um
            escaneamento de portas sequencial.

Depois que as portas TCP e/ou UDP forem descobertas, usando qualquer um dos outros métodos de scan, a detecção de versão interroga estas portas para determinar o que realmente está sendo executado nestas portas:

-sV    Habilita a detecção de versão. Use a opção -A para habilitar tanto a
       detecção de SO como a detecção de versão.

Uma das características mais conhecidas do Nmap é a detecção remota de S.O. utilizando a identificação da pilha do TCP/IP. O Nmap envia uma série de pacotes TCP e UDP ao host remoto e examina praticamente todos os bits das respostas. O Nmap compara os resultados com o banco de dados nmap-os-fingerprints com mais de 1500 identificações de S.O. conhecidos e mostra os detalhes do S.O. se houver uma correspondência.

A detecção de S.O. habilita diversos outros testes que usam as informações coletadas durante o processo. Um deles é a medição de uptime, que utiliza a opção timestamp do TCP (RFC 1323) para supor quando uma máquina foi reiniciada pela última vez.

A detecção de S.O. é habilitada e controlada com as seguintes opções:

-O    Habilita a deteção de SO. Alternativamente, pode usar -A para habilitar
      tanto a detecção de S.O. quanto a detecção de versão.

-O2   Usa o novo sistema de detecção de S.O.

Observação: o uso conjunto da opção -v faz o Nmap gerar informações extras sobre o sistema operacional.

Outras opções para a linha de comando do Nmap:

-v    Aumenta as informações de saída. Usando duas vezes faz maior efeito.

-A    Ativa detecção de S.O. e de versão.

-h    Exibe uma página de ajuda.

Exemplos de linha de comando dos usos do Nmap:

a) Escaneia a sub-rede a procura de hosts ativos:

# nmap -sP -n 192.168.1.0/24

b) Escaneia a sub-rede a procura de portas ativas:

# nmap -sS -n -p 1-600 192.168.1.0/24

c) Analisa a porta 80 do host para descobrir a versão do serviço:

# nmap -sV -n -p 80 192.168.1.101

d) Analisa o host para descobrir o sistema operacional:

# nmap -O2 -vv 192.168.1.101

domingo, 27 de junho de 2010

Privacidade durante a navegação na Web

Quando utilizamos a Web o navegador armazena uma série de informações que podem ficar gravadas durante vários dias em seu computador. O navegador guarda o histórico das páginas visitadas, downloads efetuados, arquivos temporários (cache), cookies, dados preenchidos em formulários, logins ativos e até as senhas memorizadas. Qualquer outro usuário pode recuperar facilmente estas informações.

Felizmente, quase todos os navegadores possuem a opção de excluir todas estas informações a qualquer momento ou quando sair e fechar a janela do navegador. Os navegadores atuais também incluem um recurso de navegação segura temporária, onde nada é armazenado durante a navegação na Web. São medidas importantes quando se pensa em segurança.

Firefox 3.6

Para excluir manualmente as informações, vá no menu "Ferramentas" e clique em "Limpar histórico recente". Na janela "Limpar histórico recente" defina o período e clique no botão "Detalhes" para escolher o que será excluído, marque as quadrículas desejadas. Clique no botão "Limpar agora" para efetuar a operação.

Para iniciar a navegação segura vá no menu "Ferramentas" e clique em "Iniciar navegação privativa". O Firefox fechará as abas abertas e vai restaurá-las assim que a navegação privativa for concluída.

Se desejar automatizar a exclusão, vá no menu "Editar" e clique em "Preferências". Na janela "Preferências do Firefox" vá no painel "Privacidade". Neste painel, na seção "Histórico" defina em "O Firefox deve:" a opção "Nunca memorizar o histórico". Com esta escolha o navegador Firefox usará as mesmas configurações da navegação privativa. Ou defina em "O Firefox deve:" a opção "Usar configurações personalizadas". Com esta escolha é possível definir as opções separadamente, para isso desmarque a quadrícula "Iniciar o Firefox automaticamente na navegação privativa". Escolha o que deseja memorizar durante a sessão atual do navegador marcando as quadrículas correspondentes. Mas marque a quadrícula "Limpar o histórico ao sair do Firefox" e clique no botão "Configurar". Na janela "Configurações para limpeza do histórico" marque as quadrículas para o que deseja limpar completamente ao sair no Firefox. Clique em "OK" e depois em "Fechar" na janela de "Preferências do Firefox".

Internet Explorer 8

Para excluir manualmente as informações, no menu "Segurança" clique em "Excluir Histórico de Navegação". Escolha as opções e confirme clicando no botão "Excluir" desta janela "Excluir Histórico de Navegação".

Se desejar automatizar a exclusão, no menu "Ferramentas" clique em "Opções da Internet". Na janela "Opções da Internet" vá na guia "Geral". Nesta guia marque a quadrícula "Excluir histórico de navegação ao sair". Clique em "OK" para fechar a janela "Opções da Internet".

Para uma medida temporária, somente durante a sessão atual do navegador, o Internet Explorer possui um recurso chamado "Navegação InPrivate". Esta navegação permite que navegue na Web sem deixar vestígios no Internet Explorer.

A Navegação InPrivate pode ser iniciada a partir da página "Nova Guia" ou pelo menu "Segurança", clicando em "Navegação InPrivate". Quando é iniciada a Navegação InPrivate, o Internet Explorer abre uma nova janela do navegador. A proteção oferecida pela Navegação InPrivate tem efeito apenas durante o tempo que usar esta nova janela. Todas as guias abertas nesta janela estarão protegidas pela Navegação InPrivate. Entretanto, se abrir outra janela do navegador ela não estará protegida pela Navegação InPrivate. Para finalizar a sessão da Navegação InPrivate, feche a janela do navegador.

Google Chrome 5

Para excluir manualmente as informações, na janela do navegador clique no ícone da ferramenta "Personalizar e controlar o Google Chrome", no menu que abrir clique em "Opções". Na janela "Opções do Google Chrome" vá na guia "Configurações avançadas" e clique no botão "Limpar dados de navegação". Na janela "Limpar dados de navegação" marque as quadrículas do que deseja limpar e clique no botão "Limpar dados de navegação". Saia da janela "Opções do Google Chrome" clicando no botão "Fechar".

No navegador Google Chrome ainda não é possível deixar automática a função de excluir as informações, entretanto possui um recurso semelhante a Navegação InPrivate do Internet Explorer e a navegação privativa do Firefox, é o Modo Anônimo. Para utilizá-lo clique no ícone da ferramenta "Personalizar e controlar o Google Chrome" e clique em "Nova janela anônima". Uma nova janela será aberta e as páginas visualizadas nesta janela não aparecerão nos históricos do navegador ou da pesquisa, nem deixarão outros rastros no computador após fechar a janela anônima.

Como o Google Chrome não controla o modo como as extensões manipulam os dados pessoais, todas as extensões são desativadas nas janelas anônimas. É possível reativá-las individualmente no gerenciador de extensões.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Medidas de segurança para uma rede sem fio

As redes de computadores baseadas em tecnologias sem fio se tornaram uma realidade tanto para empresas como para residências. Entretanto, este tipo de rede apresenta uma série de vulnerabilidades que tem sua origem na configuração inadequada dos equipamentos.

Ao contrário das redes cabeadas, as redes sem fio são de transmissão não guiada num meio comum e acessível a todos, dentro do raio de ação das antenas. Neste cenário, caso a rede não tenha configurados mecanismos mínimos de segurança, o acesso a essa rede fica imediatamente disponível a quem esteja dentro do raio de ação dos pontos de acesso (AP).

Se não forem implementadas as medidas de segurança necessárias, estará dando de presente ao nosso vizinho ou qualquer intruso no mínimo um acesso gratuito à Internet. Caso as vulnerabilidades sejam ainda mais menosprezadas, toda a informação empresarial ou pessoal que circule pela rede pode ser desviada. De documentos de trabalho até senhas de banco eletrônico.

O principal equipamento no qual deve-se ter bastante cuidado em sua configuração é o ponto de acesso (AP). Trata-se do dispositivo em uma rede sem fio que realiza a interconexão entre todos os computadores etc. Na maioria dos casos é o próprio roteador para acesso à Internet, pois os equipamentos mais comuns no mercado são estes com tudo em um, com as funções de roteamento, firewall e interconexão.

Tentei, com as medidas de segurança apresentadas a seguir, colocá-las em uma ordem de importância, da mais para a menos, seguindo critérios de risco de invasão. Claro que um intruso insistente e com excelentes conhecimentos pode talvez conseguir burlar todas elas, mas fica bem mais difícil com todos os cuidados tomados. Vamos as medidas:

1º) Alterar o nome de usuário e senha do administrador do roteador: Para acessar a página de configurações do roteador é necessário entrar com um usuário e senha. Nunca deixar o padrão, geralmente admin/admin. Em alguns modelos é possível alterar inclusive o nome do administrador, além da senha.

2º) Adoção de um protocolo de segurança com encriptação de dados: É possível encriptar toda a comunicação pela rede sem fio. Os protocolos WEP, WPA e WPA2 dão mais segurança durante o processo de autenticação, proteção e confiabilidade na comunicação entre os dispositivos. O WEP é o mais simples e frágil, WPA2 é a melhor opção.

3º) Uso de senha (passphrase) longa: Na configuração do mecanismo de encriptação define-se uma frase para ser a senha, quanto mais longa mais tempo será necessário para descobri-la por força bruta (tentativa e erro).

4º) Não permitir o acesso sem fio para o administrador: Não deixe habilitado o acesso para a página de configurações do roteador através da conexão sem fio, deixe apenas através da conexão cabeada.

5º) Ativar o firewall do roteador: Geralmente o equipamento possui embutido um sistema de firewall, deixá-lo ativo evita-se o tráfego de dados não autorizados entre a rede local e a Internet.

6º) Adoção de uma chave de criptografia de tamanho grande: Dependendo do mecanismo de criptografia escolhido é possível escolher o tamanho da chave em bits, quanto maior mais difícil é a quebra.

7º) Atualizar o firmware: O firmware é o conjunto de instruções operacionais programadas diretamente no hardware do equipamento. As atualizações costumam corrigir as falhas descobertas ou implementar uma nova funcionalidade.

8º) Filtragem pelos endereços MAC: Todo dispositivo de rede possui um endereço físico único. É uma boa medida catalogar os endereços MAC das placas de rede, de todos os computadores que utilizam a rede sem fio, para controlar o acesso no AP.

9º) Estabelecer uma faixa de IP reduzida: Se possui no máximo, por exemplo, 5 computadores que utilizam a sua rede então não há a necessidade de deixar uma faixa de IPs tão extensa. Se não houverem IPs disponíveis, ninguém mais conseguirá um acesso.

10º) Não fazer broadcast do SSID: Toda rede sem fio possui uma identificação particular, como um nome. Geralmente o ponto de acesso espalha esta informação dentro do seu alcance, assim de uma forma automática um cliente pode identificar a rede para conectar-se. Desativar esta transmissão para esconder a identificação pode aparentemente deixar sua rede invisível.

11º) Alterar o SSID: Se foi adotada a medida de esconder a identificação da rede, é necessário também mudar a identificação padrão fornecida pelo equipamento. Isto impossibilita as tentativas de adivinhação.

12º) Modifique periodicamente todas as senhas: Isso ajuda a impedir que um usuário antigo, não mais autorizado, volte a utilizar a rede. Ou também, quem por ventura tenha conseguido descobrir a senha, perca o acesso à rede.

13º) Desligar o AP quando não estiver em uso: Esta medida reduz o tempo de exposição da rede, consequentemente as chances de alguém passar por perto e descobrir que há uma rede sem fio.

14º) Ativar log do AP: Alguns equipamentos possuem o recurso de registrar os eventos relevantes. Um arquivo de log pode ser utilizado para auditoria e diagnóstico de problemas.

Se você mesmo vai configurar o seu roteador, ou ponto de acesso, procure atentar-se à estas medidas. Da 1º até a 5º é imprescindível que sejam implementadas, as demais podem ser escolhidas à gosto particular. Caso contrate alguém para realizar o serviço, informe o interesse na implementação destas medidas.

Como visto, não existe um único método ou mecanismo de segurança para aplicar em uma rede sem fio. Se você seguir as medidas acima, então, tornará as coisas realmente mais difíceis para os possíveis invasores. O conselho é simples, não deixe nada com os ajustes predefinidos de fábrica e utilize um protocolo de encriptação do tipo WPA ou WPA2. Existem outras soluções de segurança mais avançadas e eficazes, como o uso de servidores RADIUS ou soluções baseadas em IPSec. Mas requerem hardware e software específicos e um orçamento maior. Para uma rede doméstica é exagero.

sábado, 22 de agosto de 2009

A importância da cópia de segurança

Na informática, a cópia de segurança, ou "backup", é a cópia dos arquivos de um dispositivo de armazenamento à outro para que possam ser restaurados em caso da perda dos arquivos originais, quando há falha no hardware, apagamentos acidentais, pane no sistema operacional ou vírus.

Para um usuário doméstico as opções mais comuns de dispositivos de armazenamento que podem ser usadas para guardar a cópia de segurança são o CD, o DVD, o pendrive e o HD externo. Em ordem de capacidade de armazenamento no CD cabem apenas 700 MB, no DVD cabem 4,7 ou 8,4 GB, os pendrives mais comuns são de 1 GB à 32 GB e os HDs externos variam de 80 GB ou mais.

A escolha do dispositivo ideal para sua cópia de segurança vai depender do tamanho dos arquivos, do tempo que as cópias devem ser mantidas e também do preço do produto, um CD custa bem barato e dura por muitas décadas mas pode não ter espaço suficiente para seus arquivos. Porém nada impede de se usar mais de uma mídia.

Outro detalhe importante é no momento da cópia dos arquivos. Não é muito aconselhável utilizar sempre o mesmo dispositivo de armazenamento nas operações de cópia, principalmente em casos de CDs e DVDs regraváveis (CD-RW e DVD-RW) onde é necessário limpá-los antes de cada cópia. Justamente no momento que a mídia estiver limpa você não terá cópia de segurança alguma! Nestes casos é recomendável ter pelo menos duas mídias, usando-as alternadamente, enquanto uma está sendo preparada, a outra mantém uma cópia de segurança.

Pendrives e HDs externos também correm riscos quando estão conectados ao computador. Se seu sistema ficar infectado com algum vírus e você não perceber, no momento que o dispositivo for conectado ao seu computador o vírus poderá infectar os arquivos no pendrive e no HD externo. Uma pane elétrica também pode comprometer a saúde de todos os seus equipamentos quando eles estão conectados entre si.

Importante reforçar, sempre tenha uma cópia de segurança anterior à que você estiver realizando. Por este motivo que pendrives e HDs externos não são muito seguros se tiver apenas um para ser utilizado. O ideal é utilizar mídias que, uma vez gravadas, não serão utilizadas no dia a dia, e os CDs e DVDs são perfeitos para isso.

A periodicidade das cópias de segurança deve ser analisada em função da quantidade de arquivos alterados em seu computador, se o volume for elevado as cópias devem ser diárias. Uma situação como exemplo é a cada dia realizar cópias para o seu pendrive e quando tiver uma quantidade suficiente para encher um DVD, faz então a cópia para um DVD, e recomeça no dia seguinte a usar o pendrive até o próximo DVD.

Mas dentre todos os arquivos existentes em seu computador, o que é necessário ter em cópia de segurança? Basicamente os arquivos produzidos diretamente por você, por exemplo, documentos produzidos em um editor de texto, em um editor de planilha eletrônica, fotos carregadas da sua câmera digital, arquivos baixados pela internet, músicas etc. Além destes também deve-se incluir os arquivos variáveis dos softwares que você utiliza, como os favoritos do seu navegador, os seus e-mails, os "savegames" dos seus jogos, sua agenda de endereços, contatos etc.

O que não é necessário guardar em cópia de segurança são os arquivos do sistema operacional e os softwares instalados, pois estes serão automaticamente restaurados se houver a necessidade da reinstalação de todo o sistema.

Lembre-se, o computador não é eterno e quando ele parar vai ser confortante saber que seus arquivos importantes estão guardados em um lugar seguro. Faça sempre cópias de segurança!