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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desativar o Controle de Conta de Usuário

Desde o Windows Vista, Windows 2008, e presente no Windows 7, existe um componente de segurança no sistema operacional denominado "Controle de Conta de Usuário" (UAC). Este componente permite que usuários de contas comuns possam executar tarefas do administrador do sistema. Além disso, o UAC notifica o usuário quando algum programa tenta acessar áreas centrais e protegidas do sistema operacional. Evitando uma instalação "silenciosa" proveniente de programas mal-intencionados. Assim, o Controle de Conta do Usuário ajuda a impedir que programas potencialmente perigosos façam alterações no computador.

Contudo, programas antigos ou que não sejam certificados para Windows 7, por não oferecerem suporte ao UAC, podem não funcionar sob este controle. Por exemplo um arquivo MSP (Windows Installer patch) antigo, onde não aparece a opção de executar como administrador. Nestes casos pode ser necessário desativar ou reduzir o nível de notificação do UAC, para então executar o programa, e por fim reativar o controle.

Pelo Painel de Controle é possível definir quando o usuário deverá ser notificado a respeito de alterações no sistema. Para realizar este procedimento siga estes passos:

Abra o Painel de Controle e vá, se estiver na exibição por categoria, em:

Contas de Usuário e Segurança Familiar / Contas de Usuário / Alterar configurações de Controle de Conta de Usuário

(se o Painel de Controle estiver na exibição por ícones, vá em: Contas de Usuário / Alterar configurações de Controle de Conta de Usuário)

Será aberta a janela "Configurações de Controle de Conta de Usuário". Nesta janela, altere o nível para "Nunca notificar", é o mais baixo, e clique em OK.

Após a instalação do programa, retorne a configuração padrão do Controle de Conta do Usuário.

Esta alteração na configuração do Controle de Conta do Usuário só será possível se a conta do usuário tiver privilégios de administrador. Neste nível "Nunca notificar" o usuário não será notificado antes que qualquer alteração no computador. Se o usuário tiver privilégios de administrador, os programas poderão fazer alterações no computador sem o conhecimento do usuário, tornando o computador exposto. Como um usuário comum, todas as alterações que necessitam de permissões de um administrador são automaticamente negadas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Controle de acesso com o PolicyKit

O Policykit é uma ferramenta, em nível de aplicação, que serve para centralizar as decisões de permissão de acesso à dispositivos e aplicações controladas somente pelo administrador. Ou seja, desenvolvido para definir e manipular políticas que permitam processos sem privilégios comunicarem com processos com privilégios. O PolicyKit é especialmente para as aplicações nos ambientes de desktop, em sistemas operacionais do tipo Unix, com muitos usuários.

Atualmente possui suporte a diversas operações administrativas incluindo o NetworkManager, Udisks, PackageKit, Firewall, Serviços, Samba etc. O PolicyKit tem como objetivo proporcionar uma interface simples e centralizada para conceder aos usuários o acesso a administração de dispositivos e ferramentas controladas.

Comparando com outras soluções existentes, o PolicyKit permite um controle mais refinado. Invés de uma política de tudo ou nada, onde um usuário recebe um controle administrativo total sobre todo o sistema, somente para acessar uma ferramenta específica de administração, o PolicyKit pode permitir o acesso apenas para esta ferramenta específica. Todos os outros acessos ficam bloqueados.

Um tipo similar de controle refinado é proporcionado com PAM e sudo, permitindo o acesso a aplicações administrativas específicas, mas a necessidade de senha ainda é requerida e o acesso como superusuário, mesmo que limitado a tal aplicação, ainda é dependente.

Uma nova versão do PolicyKit, polkit-1, é a atualmente utilizada para as operações do PolicyKit. Os arquivos de configuração para estas operações estão localizadas em "/usr/share/polkit-1/". Ainda não há uma ferramenta de desktop para configurar o ambiente. Existem apenas caixas de diálogo para autenticação, quando requerida por uma aplicação ou dispositivo.

Um dos usos do PolicyKit é para permitir o acesso a dispositivos compartilhados gerenciados pelo Udisks. Isto inclui a maioria dos dispositivos de armazenamento no sistema. A configuração e o suporte do PolicyKit costuma estar pronta para o usuário nos casos de dispositivos removíveis. Mas, por exemplo, o acesso à outro disco interno, se existir, pode estar bloqueado por padrão.

Para liberar o acesso à estes dispositivos é necessária uma alteração nas opções do PolicyKit. Se o usuário possui permissão para realizar a ação, então a solicitação é aceita e a ação é executada.

Atualmente, pode-se alterar as configurações com uma edição manual dos arquivos de configuração, localizados no diretório "/usr/share/polkit-1/actions/". Para fazer as alterações é preciso primeiramente saber a ação e a autorização que será configurada. A página manual do polkit contém uma listagem das autorizações possíveis.

As autorizações podem ser "allow_any" para qualquer um, "allow_inactive" para o console inativo e "allow_active" para somente o console ativo (usuário conectado). Estas autorizações podem ser configuradas com valores específicos, os quais são:
auth_admin           Uso administrativo somente, autorização requerida sempre;
auth_admin_keep      Uso administrativo somente, mantida por curto período;
auth_self            Autorização de usuário requerida;
auth_self_keep       Autorização de usuário requerida, mantida por curto período;
yes                  Sempre permite acesso;
no                   Nunca permite acesso.

Também é necessário saber a ação do PolicyKit que será modificada e o respectivo arquivo para editar. O nome da ação é mostrado na caixa de diálogo do PolicyKit, que pede a senha quando o usuário tenta o acesso. O nome do arquivo será os primeiros segmentos do nome da ação com o sufixo "policy" anexado. Por exemplo, a ação para montar discos internos é "org.freedesktop.udisks.filesystem-mount-system-internal", assim o arquivo desta ação será "org.freedesktop.udisks.policy".

O arquivo está localizado no diretório "/usr/share/polkit-1/actions/". O caminho completo será "/usr/share/polkit-1/actions/org.freedesktop.udisks.policy".

Por padrão, o PolicyKit está configurado para requerer autorização usando a senha do administrador, antes de um usuário poder montar uma partição de um disco rígido interno. Se desejar permitir aos usuários montarem as partições, sem uma solicitação de autorização, o arquivo "org.freedesktop.udisks.policy" precisará de uma modificação para alterar o padrão "allow_active", da ação "filesystem-mount-system-internal", de "auth_admin_keep" para "yes".

Localize a identificação da ação, rotulada como:

<action id="org.freedesktop.udisks.filesystem-mount-system-internal">
  <description>Mount a system-internal device</description>

Geralmente é a segunda ação identificada no arquivo. No final da seção desta ação, existe a seguinte linha, localizada na subseção <defaults>:

<allow_active>auth_admin_keep</allow_active>

Substitua "auth_admin_keep" por "yes", ficando:

<allow_active>yes</allow_active>

Salve o arquivo. A partir deste momento, os usuários não precisarão mais digitar uma senha para montar as partições internas.

O PolicyKit é desenvolvido e mantido por David Zeuthen, da Red Hat, e hospedado pelo projeto Freedesktop.org. A distribuição Fedora foi a primeira a incluir o PolicyKit e desde então é utilizado em várias outras distros incluindo Ubuntu e OpenSUSE.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Combine os comandos com os operadores de controle

Na maioria dos interpretadores de comandos (shell) do Linux é possível combinar comandos, em uma única linha de comando, colocando um ponto e vírgula (;) entre eles. O ponto e vírgula é um operador de controle do shell que faz os comandos serem executados independentemente, um a um, na ordem em que estão.

$ comando1 ; comando2 ; comando3

Alguns shells suportam ainda mais. É possível que a execução do comando seguinte dependa do sucesso da execução do comando anterior. Usando o operador de controle &&, o comando seguinte só será executado se seu comando anterior retornar o estado zero de saída, isto é, se o primeiro comando for executado com sucesso. Se o primeiro comando falhar, o segundo não será executado.

$ comando1 && comando2

Similarmente, o operador de controle || faz o comando seguinte só ser executado se a execução do comando anterior retornar um estado de saída diferente de zero, isto é, se o primeiro comando falhar, o segundo comando será executado. Se o primeiro comando for executado com sucesso, o segundo comando não será executado.

$ comando1 || comando2

Exemplos:

# cd /a/b/c && tar xvf ~/arquivo.tar
# cd /a/b/c || mkdir -p /a/b/c
# cd /a/b/c || mkdir -p /a/b/c && tar xvf -C /a/b/c ~/arquivo.tar

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O exercício físico como ajuda no controle da hipertensão arterial

Hoje, 1º de Setembro, é o Dia do Profissional de Educação Física.

A nossa saúde está inteiramente relacionada com as nossas medidas para reduzir os fatores de risco e assim prevenir as doenças. Dentre um programa de prevenção está o hábito regular da prática de exercícios físicos.

O exercício físico é capaz de melhorar substancialmente as qualidades físicas básicas do corpo humano. Qualidades como resistência, força, velocidade, flexibilidade e coordenação motora são desenvolvidas com programas específicos de treinamento. Assim também o exercício físico promove adaptações na condição aeróbia e na função autonômica do organismo.

No meu trabalho de conclusão de curso, para a obtenção do diploma de graduação em Licenciatura Plena em Educação Física, apresentei o tema "O exercício físico como ajuda no controle da hipertensão arterial". Na produção do texto foram utilizadas as mais importantes referências sobre o assunto. O arquivo PDF com o meu TCC está disponível para download neste endereço:

http://www.programapostural.com.br/artigos/madeira-fefiso.pdf

Hoje cabe então este conselho: Pratique com regularidade um exercício físico.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A história do fim de linha

O ASCII (American Standard Code for Information Interchange), é uma codificação de caracteres de sete bits baseada no alfabeto inglês. Os códigos ASCII representam texto nos computadores, equipamentos de comunicação e outros dispositivos que trabalhem com texto.

A codificação define 128 caracteres, preenchendo completamente os sete bits disponíveis. Desses, 32 são caracteres de controle e não são imprimíveis, afetam somente o processamento do texto. Do restante, 94 são caracteres imprimíveis, com o espaço considerado um gráfico invisível, e há também um caractere sonoro, que apenas emite um bip ou faz piscar a tela.

Os caracteres de controle foram criados para algumas funções como o controle da impressora e da exibição na tela do monitor, estrutura de dados, controle de transmissão e outros.

Nossa história vai tratar de dois deles, o Line feed (LF) e o Carriage return (CR). O Line feed é um caractere de controle que alimenta uma nova linha no texto, ou seja, adiciona uma nova linha a partir do cursor. O Carriage return faz o retorno de carro, traz o cursor para o começo da linha. Estes caracteres são usados para marcar o fim-de-linha (EOL) em um texto.

A seqüência CR+LF era de uso comum em vários computadores que usavam máquinas teletipo como console, pois esta seqüência era necessária para posicionar a cabeça de impressão no começo de uma nova linha. O uso de dois caracteres devia-se ao fato de que os teletipos não eram rápidos o suficiente para retornar à margem esquerda em tempo hábil para apenas um caractere, assim o CR vinha em primeiro lugar. Mesmo os teletipos se tornando obsoletos, os programas criados para eles mantiveram esta seqüência de dois caracteres.

Deste modo o padrão ASCII para texto não define um único caractere para fim-de-linha. Em vez disso o padrão ASCII define dois movimentos independentes da cabeça de impressão: retorno de carro e incremento de linha.

No entanto os desenvolvedores dos sistemas operacionais modernos, por sua vez, adotaram convenções diferentes para o fim-de-linha, uns usaram LF, outros usaram CR e alguns outros usaram CR+LF:

Unix, Linux e Mac OS X: LF (Line feed, 0x0A, 10 em decimal)
Mac OS até versão 9: CR (Carriage return, 0x0D, 13 em decimal)
DOS/Windows: CR seguido de LF (CR+LF, 0x0D 0x0A)

Por exemplo, arquivos criados no Unix ou no Mac serão vistos como uma longa e única linha no Windows. Analogamente, um arquivo do Windows visto no Unix terá seus CR mostrados como um ^M ao final de cada linha ou como um segundo pula linha.

Este tipo de diferença pode ocasionar problemas quando um arquivo texto for lido em um outro sistema. Um compilador poderá falhar com erros de sintaxe obscuros, um script poderá falhar em sua execução ou um erro de leitura poderá acontecer quando um utilitário despreparado for abri-lo.

Os editores de textos mais recentes reconhecem todas as variações de fim-de-linha do tipo CR e LF, tratando adequadamente o texto, inclusive permitindo ao usuário converter entre os diferentes padrões. Infelizmente isto não vale para o editor padrão do Windows, o Bloco de notas, mas vale para o Wordpad e vale também para muitos editores do Linux.

Além dos editores de texto modernos existem os comandos dos2unix e unix2dos, no ambiente Linux, que podem ser usados para converter entre o CR+LF (DOS/Windows) e o LF (Unix).

Quem trabalha com arquivos de texto puro entre sistemas diferentes deve ficar atento quanto à estes caracteres de controle.