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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que é o Universo?

O Universo é toda a existência, todo o espaço e tempo e toda a matéria e energia contida nele. O Universo é desconhecidamente vasto e desde que foi formado, tem estado em expansão, arrastando as regiões distantes na velocidade da luz. O Universo engloba tudo, do menor átomo até o maior aglomerado de galáxias, e ainda com tudo aparentemente governado pelas mesmas leis básicas.

Tudo no Universo é parte de algo maior. A escala da Terra e da Lua pode ser relativamente fácil para a mente humana compreender, mas a estrela mais próxima é inimaginavelmente remota e a mais distante galáxia está a bilhões de vezes mais distante.

Os cosmologistas nunca determinaram exatamente o quão grande é o Universo. Pode ser até infinito e alternativamente, pode ter um espaço finito. Entretanto, mesmo um Universo finito pode não ter um centro ou fronteira e pode curvar-se em si mesmo. Assim, paradoxalmente, um objeto viajando em uma direção pode eventualmente reaparecer na direção oposta. O que é certo é que o Universo está se expandindo e tem sido assim desde sua origem no Big Bang, há 13,7 bilhões de anos. Pelo estudo dos padrões de radiação deixados desde o Big Bang, os cosmologistas podem estimar o tamanho mínimo do Universo, como se fosse finito. Algumas partes podem estar separadas por pelo menos dez bilhões de anos-luz. Como um ano-luz é a distância que a luz viaja em um ano, o Universo é imensamente grande.

Embora o Universo não possua margens e talvez seja infinito, a parte a qual os cientistas possuem conhecimento é restrita e finita. O denominado Universo observável é uma região esférica, ao redor da Terra, onde a luz teve tempo de chegar até nós desde o início do Universo. A fronteira que separa esta região do resto do Universo é denominada horizonte cósmico da luz. Uma luz alcançando a Terra de um objeto próximo a este horizonte deve ter viajado por um tempo próximo a idade do Universo. Esta luz deve ter viajado a distância de aproximadamente 13,7 bilhões de anos-luz para alcançar a Terra. Distância esta que é medida por um tempo que já passou, desta forma, a verdadeira distância pode ser bem maior atualmente, porque enquanto a luz estava viajando em direção à Terra, o objeto estava sendo arrastado para longe com a expansão do Universo.

O Universo consiste em energia, espaço e matéria. Uma porção desta matéria é levada pelo espaço como simples átomos ou simples moléculas de gás. Outras matérias acumulam massificando-se desde grãos até estrelas gigantes, ou implodem para formar buracos negros. A gravidade amarra todos estes objetos dentro de grandes nuvens e discos de matéria conhecidos como galáxias. A gravidade é a força de atração que existe entre quaisquer objetos no Universo, a força que segura estrelas e galáxias juntas. A gravidade é a mais fraca dentre as forças fundamentais da natureza, mas por agir em grandes distâncias e entre todos os objetos que possuem massa, é a força que dá forma ao Universo.

A luz do Universo vem principalmente das estrelas, bolas quentes de gás que geram energia através da fusão nuclear em seus núcleos. As estrelas se formam pela condensação das massas de gás e poeira nas nebulosas e em algumas vezes ocorrem aos pares ou aglomerados. Dependendo da massa inicial as estrelas variam em cor, temperatura na superfície, brilho e tempo de vida.

O Sistema Solar, com nossa própria estrela, o Sol, e tudo que o orbita, é acreditado que foi formado a partir de poeira e gás condensados em um disco giratório, chamado de disco protoplanetário. A matéria central tornou-se o Sol, enquanto que a matéria externa formou os planetas e outros pequenos e frios objetos. Um planeta é uma esfera orbitando uma estrela e não produz fusão nuclear.

O Sistema Solar ocupa uma pequeníssima parte de uma enorme estrutura em forma de disco com estrelas, gás e poeira denominada a galáxia Via Láctea. Por volta de cem anos atrás pensava-se que nossa galáxia englobava todo o Universo, algumas pessoas imaginavam que nada mais existia fora da Via Láctea. Hoje, nós sabemos que somente a parte observável do nosso Universo contém mais de cem bilhões de galáxias. As galáxias variam em tamanho, desde galáxias anãs, de poucas centenas de anos-luz de largura e com alguns milhões de estrelas, até gigantes, de muitas centenas de milhares de anos-luz de dimensão e contendo muitos trilhões de estrelas. As galáxias contém nuvens de gás, poeira e matéria escura, segurado juntos pela gravidade. Elas existem em cinco formados: espiral, espiral barrada, elíptica, lenticular e irregular. As galáxias são identificadas por números em um dos diversos bancos de dados para objetos celestes.

Um buraco negro é uma região do espaço contendo em seu centro uma quantidade de matéria comprimida em um ponto de densidade infinita, denominado singularidade. No interior de uma região esférica, que rodeia esta singularidade, a força gravitacional é tão grande que nada consegue escapar, nem mesmo a luz. A fronteira desta região é chamada de Horizonte de Eventos. Um buraco negro pode ser detectado de fora somente pelo comportamento da matéria que o rodeia. Há dois tipos principais de buracos negros, o supermassivo e o estelar. Um buraco negro supermassivo possui massa equivalente a bilhões de vezes a massa do Sol e existe no centro da maioria das galáxias, incluindo a nossa. Um buraco negro estelar forma-se a partir de restos de um colapso de uma estrela supergigante que explodiu e são bastante comuns em todas as galáxias.

As galáxias são confinadas pela gravidade para formarem aglomerados com desde vinte até milhares de galáxias. Alguns aglomerados possuem um núcleo central concentrado e uma estrutura esférica bem definida, outros aglomerados são irregulares no formato e na estrutura. O aglomerado de galáxias que contém nossa própria galáxia é denominado Grupo Local. Correntes de uma dúzia ou mais de aglomerados de galáxias são unidas livremente pela gravidade e formam os superaglomerados de galáxias, os quais podem ter mais de duzentos milhões de anos-luz em extensão. Estes superaglomerados são arranjados em largos planos e filamentos, separados pelo vácuo de cem milhões de anos-luz. Estes planos e vácuos formam a rede que permeia todo o Universo observável.

Existe muito mais matéria no Universo que a contida nas estrelas e outros objetos visíveis. A massa invisível, denominada matéria escura, possui sua composição desconhecida. Evidências para a matéria escura incluem o movimento das galáxias nos aglomerados. As galáxias se movimentam mais rápido do que é possível explicar pela gravidade da matéria visível, provavelmente deve existir mais massa além do observado. E mesmo incluindo toda a matéria escura deduzida nas observações, a densidade do Universo não é suficiente para satisfazer as teorias de sua evolução. Para encontrar a solução, os cosmologistas propõem a existência da energia escura, uma força que cancela a gravidade e ocasiona a rápida expansão do Universo. A exata natureza da energia escura é ainda especulada.

Nossa moderna percepção do ambiente cósmico é grandiosa. Os astrônomos estão agora ambientando a Terra em um contexto cósmico. O entendimento de como o Universo se formou possui uma intrigada complexidade. Este artigo apenas superficializou o que sabemos do Universo, em relação ao espaço e tempo e toda a matéria e energia contida nele.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O que é virtualização?

Em uma breve definição, virtualização é a execução de vários sistemas operacionais em um único computador físico. Uma máquina virtual é um ambiente operacional completo que se comporta como se fosse um computador independente. Com a virtualização, um computador pode manter vários sistemas operacionais em uso.

Os ambientes operacionais são totalmente independentes um dos outros, salvo o hardware do computador que hospeda os sistemas virtualizados, esses ambientes virtuais não têm nada mais em comum. Se um sistema operacional pode ser instalado em um hardware real, poderá ser instalado em uma máquina virtual. O computador servidor pode hospedar vários sistemas operacionais, sejam eles iguais, similares ou completamente diferentes. Os sistemas operacionais virtualizados são independentes entre si.

Não é preciso que o computador servidor tenha um hardware específico para virtualização, porque quase todos os equipamentos são capazes de hospedar uma ou mais máquinas virtuais. Para isso, é preciso apenas um software especial desenvolvido para emular o ambiente físico. Basicamente, o software simula o hardware de forma que o sistema operacional é instalado sobre esse software. Existem diversos softwares para executar máquinas virtuais, os mais populares são o VMware, o VirtualBox e o Virtual PC. E outros menos famosos como o Parallels, o Xen e o QEMU.

Uma característica interessante que facilita a portabilidade das máquinas virtuais, entre servidores com especificações de hardware diferentes, é que o hardware que é apresentado ao sistema operacional virtual é o mesmo. Deste modo os drivers de dispositivos instalados sempre são os mesmos não importando qual hardware o servidor possui.

Em um ambiente computacional virtual, existem dois componentes principais, o hospedeiro e o convidado. O hospedeiro é o sistema operacional executado diretamente sobre o hardware físico. Este hospedeiro é o sistema operacional que você instala inicialmente sobre o servidor. Pode ser um Linux ou um Windows por exemplo, entretanto existem alguns softwares de virtualização que não necessitam de um sistema hospedeiro, atuam como sendo o próprio sistema operacional do hardware, como o VMware ESX. O segundo componente é o sistema operacional convidado. O sistema operacional convidado é o ambiente computacional virtual que é executado sobre o sistema operacional hospedeiro como uma máquina virtual. Com a virtualização é possível manter simultaneamente vários sistemas convidados.

Apesar da virtualização permitir vários sistemas operacionais em execução simultânea, todos de forma independente, existe apenas um servidor físico, um único hardware para atender todo o processamento e armazenamento em memória. Assim, existe um limite para o número de máquinas virtuais que podem ser instaladas em um servidor.

Pode-se compartilhar um conjunto de recursos do servidor apenas até que eles se esgotem ou que as partes não ofereçam capacidade suficiente. A única restrição para o número de máquinas virtuais é definida pelos limites de memória, espaço em disco e poder de processamento da CPU oferecidos a elas. Qualquer computador que espera hospedar uma ou mais máquinas virtuais deve possuir recursos não apenas para o hospedeiro como também para acomodar os sistemas convidados. Se o computador hospedeiro não tem grande volume de espaço em disco e não apresenta memória ou poder de processamento suficientes, não poderá oferecer aos sistemas operacionais convidados recursos adequados e o sistema operacional convidado sofrerá baixo desempenho.

Sendo as únicas desvantagens da virtualização a limitação do hardware e no acesso direto ao hardware, as vantagens na adoção dos ambientes virtuais são grandes. A facilidade no gerenciamento e na manutenção, na realização de cópias de segurança e na restauração, faz da virtualização uma excelente ferramenta para o administrador do sistema. Além de contribuir para uma redução na infraestrutura de hardware e no consumo de energia.

Uma dica, o software Sun VirtualBox é gratuito e fácil de operar. Instale-o em seu computador e experimente executar um sistema Linux dentro do Windows ou vice-versa, ou em um Mac OS X! Livre-se do "dualboot", mantenha todos em execução simultânea.