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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Windows Sysinternals

O Sysinternals (http://www.sysinternals.com/) é uma coleção gratuita de utilitários para diagnóstico, reparo e administração avançada, para a plataforma Windows. Possui uma ampla cobertura das funcionalidades de diversos aspectos do sistema operacional Windows.

A maioria dos utilitários possuem uma interface gráfica intuitiva, de fácil utilização, e outros possuem uma rica interface de linha de comando, para automatismo ou uso pelo prompt de comando.

O Sysinternals foi criado em 1996 por Mark Russinovich e Bryce Cogswell e em 2006 foi adquirido pela Microsoft, que vem disponibilizando estes utilitários no site da Microsoft TechNet.

Os utilitários não necessitam de instalação pois são compostos de arquivos únicos executáveis e podem ser executados de qualquer lugar, inclusive pela rede ou dispositivo removível. Também não deixam qualquer dado armazenado no sistema.

Dentre os utilitários, o Sysinternals fornece o Process Explorer, uma versão avançada do gerenciador de tarefas, o Autoruns, um avançado gerenciador de inicialização de aplicações, o RootkitRevealer, um utilitário de detecção de rootkits, PsTools, uma coleção de utilitários de console para acesso à arquivos e processos local ou remoto, e outros.

São dezenas e mais dezenas de utilitários fornecidos, para acesso ao registro, contas de usuários, active directory, organização do desktop, informação do sistema, rede, sistema de arquivos etc. Até o SDelete, já citado em artigo neste blog, também faz parte do Sysinternals.

Como se não bastasse, a Microsoft mantém no site o Sysinternals Live, um serviço que possibilita executar os utilitários diretamente pela Web. Simplesmente fornecendo o caminho para o Sysinternals Live no Windows Explorer ou na linha de comando, como http://live.sysinternals.com/[utilitário] ou \\live.sysinternals.com\tools\[utilitário].

Pelo site do Sysinternals é possível baixar isoladamente cada utilitário, como também está disponível uma suíte com todos eles em um único pacote.

Conheça mais sobre o Sysinternals em seu próprio site ou pelo livro oficial "Windows Sysinternals Administrator's Reference", de Mark Russinovich e Aaron Margosis, publicado pela Microsoft Press em 2011. Até a computação forense faz uso destes utilitários.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ferramentas de linha de comando do The Sleuth Kit

O The Sleuth Kit (TSK) é uma coleção de ferramentas de linha de comando para Unix que permite investigar um computador, isto é, trata-se de uma coleção de ferramentas forenses. O objetivo destas ferramentas é o acesso aos arquivos e aos sistemas de arquivos. O TSK suporta os sistemas de arquivos FAT, Ext2/3, NTFS, UFS, e ISO 9660.

Ao todo são 27 ferramentas que fornecem informações ou conteúdo de arquivos, unidades de dados, volumes, partições, sistemas de arquivos e metadados como Mac times e inode. Veja abaixo uma lista das ferramentas com uma breve descrição da respectiva funcionalidade:

blkcalc - Converte entre números de unidades não alocadas no disco e números de unidades regulares no disco.
blkcat - Mostra o conteúdo da unidade de dados do sistema de arquivos (blocos) em uma imagem de disco.
blkls - Lista as unidades de dados do sistema de arquivos (blocos).
blkstat - Mostra os detalhes de uma unidade de dados do sistema de arquivos (bloco ou setor).
ffind - Encontra o nome de um arquivo ou diretório pelo inode.
fls - Lista os nomes dos arquivos e diretórios de uma imagem de disco.
fsstat - Mostra os detalhes gerais de um sistema de arquivo.
hfind - Consulta um valor de Hash em uma base de dados de Hash.
icat - Retorna o conteúdo de um arquivo baseado no seu número inode.
ifind - Encontra a estrutura de metadados que foi alocada para uma unidade de disco ou nome de arquivo.
ils - Lista a informação do inode.
img_cat - Retorna o conteúdo de um arquivo imagem.
img_stat - Mostra os detalhes de um arquivo imagem.
istat - Mostra os detalhes de uma estrutura de metadados, isto é, inode.
jcat - Mostra o conteúdo de um bloco journal em um sistema de arquivos com journal.
jls - Lista o conteúdo de um sistema de arquivos com journal
mactime - Cria uma linha do tempo ASCII das atividades dos arquivos.
mmcat - Retorna o conteúdo de uma partição para a saída padrão.
mmls - Mostra o esboço da partição de um volume do sistema (tabela de partição).
mmstat - Mostra os detalhes sobre volumes do sistema (tabela de partição).
sigfind - Encontra a assinatura binária em um arquivo.
sorter - Classifica os arquivos de uma imagem em categorias baseadas nos tipos de arquivo.
srch_strings - Mostra os caracteres imprimíveis das strings de um arquivo.
tsk_comparedir - Compara o conteúdo de um diretório com o conteúdo de uma imagem ou dispositivo local.
tsk_gettimes - Coleta os MAC times de uma imagem de disco para um arquivo.
tsk_loaddb - Popula um banco de dados SQLite com os metadados de uma imagem de disco.
tsk_recover - Exporta os arquivos de uma imagem para um diretório local.

Com estas ferramentas podemos recuperar arquivos deletados, montar uma linha do tempo do uso dos arquivos, procurar por determinada string, entre outras coisas, tarefas corriqueiras na computação forense.

As ferramentas funcionam acessando o conteúdo tanto na forma de imagem como diretamente ao dispositivo. Mas lembre-se, é sempre recomendável criar a imagem da unidade de armazenamento para preservar a integridade da prova.

O TSK pode ser obtido pelo endereço www.sleuthkit.org. Algumas distribuições Linux fornecem seu pacote pelos repositórios oficiais de software.

Existe o Autopsy que é a interface gráfica para esta coleção (http://dan-scientia.blogspot.com/2010/10/computacao-forense-com-o-sleuth-kit-e.html), entretanto, é possível com apenas poucos comandos realizar algumas tarefas do Autopsy, e em alguns casos, até de forma mais agilizada. Mas isto fica para uma outra postagem.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Computação forense com o Sleuth Kit e Autopsy

O The Sleuth Kit (TSK) e o Autopsy são ferramentas livres para investigação digital, isto é, forense digital, que podem ser executadas em sistemas Windows, Linux, BSD, OS X e Solaris. São ferramentas para serem usadas em análise de sistemas de arquivos NTFS, FAT, HFS+, Ext2, Ext3 e outros.

O The Sleuth Kit é um conjunto de ferramentas forenses para linha de comando e o Autopsy é uma interface gráfica para estas ferramentas do TSK. O acesso à interface do Autopsy se dá por um navegador Web, o Autopsy cria um servidor Web e seus scripts geram as páginas da interface.

A instalação em um sistema Linux é bastante simples. Algumas distros disponibilizam os pacotes compilados, em outras podemos instalar a partir dos pacotes fontes disponíveis em http://www.sleuthkit.org/. Os arquivos para baixar são sleuthkit-x.y.z.tar.gz e autopsy-x.yz.tar.gz.

Na instalação a partir dos pacotes fontes, o conteúdo do Sleuth Kit deve ser extraído para um diretório qualquer e dentro dele executar os comando padrões de compilação: ./configure, make, make install. Dependências extras poderão ser requeridas e se tudo der certo, já está pronto. O conteúdo do Autopsy deve ser extraído para um diretório definitivo e basta executar os comandos ./configure e make. Durante sua instalação o Autopsy pede que se determine um diretório base para onde serão armazenados os casos. Após a conclusão da instalação, o servidor Web do Autopsy precisa ser iniciado e no navegador digita-se o endereço "http://localhost:9999/autopsy".

A interface do Autopsy é composta por várias páginas, por estas páginas o investigador vai criar um caso, adicionar as peças que serão examinadas e por fim realizar os diversos exames disponíveis. A seguir um pequeno passo a passo de como inserir uma unidade de armazenamento para a análise forense:

Na página inicial, crie um novo caso e dê um nome à ele. Opcionalmente pode-se preencher com a descrição, nome dos investigadores etc.

Em seguida, adicione um computador ao caso. Opcionalmente preencha a descrição e outras informações que julgar necessárias.

Por fim, adicione uma imagem da unidade de armazenamento deste computador que será investigado. A imagem não é necessariamente um arquivo imagem criado com um disk dump, pode ser também o caminho para o dispositivo físico, caso a unidade esteja conectada diretamente na controladora de disco ou via adaptador USB.

Adicionando uma imagem no Autopsy

Com estes três passos concluídos podemos realizar a investigação forense na unidade de armazenamento. Basicamente temos a análise da unidade e a linha do tempo das atividades dos arquivos.

Página de análise de imagens adicionadas

As partições reconhecidas recebem as identificações com letras de unidade, como no Sistema Windows. Selecionando a letra da unidade de armazenamento e clicando no botão "Analyze" vamos para uma página onde temos diversas opções de análise:

O botão "File Analysis" abre um conjunto de páginas onde podemos navegar pelo sistema de arquivos, possibilitando ver o conteúdo dos arquivos alocados e não alocados.

Página de análise de arquivos

O botão "Keyword Search" abre a página com um mecanismo de busca de palavra chave para o espaço alocado e não alocado.

O botão "File Type" abre um conjunto de páginas que fornecem uma ferramenta de separação dos arquivos pelo tipo e com a possibilidade de extração e recuperação de todos os arquivos, alocados e não alocados, para o diretório base onde os casos são armazenados.

Retornando à página inicial de análise das imagens, temos o botão "File Activity Time Lines". Clicando neste botão, abre-se um conjunto de páginas que fornecem ferramentas para a criação e visualização de uma linha do tempo das atividades de acesso dos arquivos. A linha do tempo é criada a partir das informações dos metadados dos arquivos e pode conter inclusive arquivos não alocados que foram recuperados.

Página de visualização da linha do tempo

Esta é uma pequena descrição de algumas das ferramentas contidas na dupla Sleuth Kit e Autopsy. Tratam-se de dois excelentes conjuntos de softwares que atendem em quase todas as necessidades do investigador forense e pode-se considerar indispensável em um laboratório forense computacional.