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domingo, 25 de novembro de 2012

Anular o efeito do MathJax

No meu artigo intitulado "Tipografia matemática para páginas web" (http://dan-scientia.blogspot.com.br/2011/07/tipografia-matematica-para-paginas-web.html) apresentei o MathJax, uma biblioteca em JavaScript que trata e exibe expressões matemáticas em LaTeX ou MathML em navegadores web.

O LaTeX utiliza um conjunto de comandos em sequências de caracteres, iniciados com o caractere barra invertida "\", que são usados para produzir os símbolos matemáticos, letras gregas e executar tarefas. São as sequências de controle. E não somente a barra invertida mas os caracteres { } $ ^ _ % ~ # & também são usados com propósitos especiais dentro do LaTeX. Por exemplo, \sum_{k=1}^n é uma sequência de controle.

Se a página web estiver com o MathJax integrado no código, todo o conteúdo será tratado para apresentação. Desta forma, corre-se o risco de uma informação, que esteja usando algum caractere especial do LaTeX mas que não é um comando do LaTeX, ser exibida erroneamente na página.

Uma forma de contornar isso é demarcando o conteúdo que não deve ser tratado pelo MathJax com alguma das etiquetas que estão configuradas para isso no MathJax. Nos arquivos de configuração do MathJax existe uma linha de opção, esta linha existe em cada seção de configuração de um pré-processador, tex2jax, asciimath2jax etc. A linha é:

skipTags: ["script","noscript","style","textarea","pre","code"],

Isto quer dizer que tudo que estiver entre as etiquetas <script></script>, <noscript></noscript>, <style></style>, <textarea></textarea>, <pre></pre> e <code></code> não será entendido e processado como um comando em LaTeX ou MathML. O bloco estará protegido.

A configuração "default" do MathJax contém a linha de opção "skipTags" exatamente como apresentada acima. Quem utiliza o MathJax pelo web service proveniente do cdn.mathjax.org está preso na configuração imposta. Se desejar alterar a configuração padrão, será preciso carregar a configuração de um outro local, de uma cópia alterada do arquivo de configuração, ou usar a configuração "in-line", que coloca as opções de configuração na própria página web.

Para mais informações consulte a documentação do MathJax em http://docs.mathjax.org/en/latest/

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Informações nos arquivos MP3

O ID3 é um formato muito popular de etiqueta de identificação para arquivos de áudio. Uma etiqueta ID3 é um recipiente de dados anexado em um arquivo MP3, somente MP3. Pode armazenar informações relevantes à música contida no próprio arquivo, como o nome da música, do compositor, do disco, o gênero, o ano e até uma imagem com a capa do disco.

Diversos softwares como iTunes, Windows Media Player, WinAmp e hardwares "MP3 players" como o iPod, aparelhos de DVD e de som automotivo suportam a etiqueta ID3. Assim, quando um arquivo MP3 é reproduzido nestes equipamentos, as informações são mostradas no visor.

Para inserir estas informações no arquivo MP3 é necessário um editor de etiqueta ID3, por exemplo o EasyTAG (http://easytag.sourceforge.net/). Alguns softwares multimídia também trazem este recurso de edição da etiqueta, por exemplo o iTunes e o WinAmp.

Os programas que convertem as faixas de CD de áudio para arquivos MP3 costumam automatizar este processo. Existem servidores na Internet que fornecem o CDDB (Compact Disc Database), ou Banco de Dados do Disco Compacto, e o programa de conversão identifica o CD e acessa o banco para preencher a etiqueta com as informações armazenadas no CDDB.

A versão mais recente da etiqueta ID3 é a 2 (ID3v2). Nesta versão, as informações ficam armazenadas no início do arquivo MP3. Cada campo da etiqueta pode armazenar 16 MB e a capacidade total da etiqueta é 256 MB. Na primeira versão do ID3 (ID3v1) a etiqueta ficava nos últimos 128 bytes do arquivo MP3 e cada campo podia armazenar no máximo 30 caracteres.

É possível manter as duas versões de etiqueta no mesmo arquivo MP3. Isto ajuda na compatibilidade com os diversos tocadores pois nem todos suportam a versão 2. Entretanto a versão 2 pode conter dezenas de campos enquanto a versão 1 contém apenas seis. Desta forma as informações podem ficar incompletas quando for utilizada a primeira versão.

Vale a pena manter sua coleção de MP3 com as etiquetas devidamente preenchidas. Pelo menos as informações básicas como nome do disco, nome da música, nome do artista, ano, número da faixa, gênero e uma imagem da capa do disco. Os tocadores mostrarão as músicas em uma forma organizada e especialmente no iPod, que é capaz de mostrar a capa do disco, sua coleção terá um visual incrível.

Mais informações em http://www.id3.org/