Mostrando postagens com marcador sistema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sistema. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de abril de 2013

O Sistema de Coordenadas UTM

O UTM (Universal Transversa de Mercator) é um tipo de projeção e de sistema de coordenadas no plano. É utilizado na cartografia, um importante campo de aplicação da geodésia, para dar a localização de um ponto na superfície terrestre. O UTM é baseado no modelo elipsoidal da Terra e é um dos mais utilizados no mundo.

A geodésia é a ciência que estuda a forma, a dimensão da Terra, o campo gravitacional, o espaço-tempo tridimensional e os fenômenos geodinâmicos como rotação da Terra, marés e movimentos da crosta terrestre.

A forma da Terra foi representada inicialmente por uma esfera, Pitágoras e Aristóteles foram os primeiros que expressaram esta ideia. No século 17, Newton demonstrou que o conceito de uma Terra esférica era inadequado e representou a Terra como um elipsoide de revolução, onde o eixo equatorial era maior do que o eixo polar e assim a Terra era achatada nos polos. No século 19, Laplace, Gauss e outros afirmaram que o modelo elipsoidal não era convincente e então surgiu a forma de geoide para a superfície terrestre. O geoide é uma superfície equipotencial do campo de gravidade da Terra que coincide com o nível médio dos mares. O geoide se estende através dos continentes em uma forma ondulada, se aproximando da topografia terrestre.


Os modelos de representação da Terra, com a topografia, elipsoide e geoide.

Apesar do geoide ser o modelo mais próximo do verdadeiro formado da Terra, em geodésia utiliza-se um elipsoide de referência para representar matematicamente a superfície terrestre. O modelo matemático da Terra é denominado "datum". O elipsoide de referência torna bem mais simples a execução dos cálculos e definição das coordenadas e elevação. Atualmente, um dos elipsoides de referência, ou datum, mais usados é o WGS84, servindo como base ao Sistema de Posicionamento Global (GPS).

A Cartografia é o conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas utilizados na elaboração de mapas, cartas e outras formas de representação de objetos. O mapa é a representação no plano, em pequena escala, dos aspectos geográficos de uma área na superfície de um objeto planetário. Diferentemente, a carta é a representação em média ou grande escala, para possibilitar a avaliação dos detalhes.

Para elaborar um mapa é necessário determinar um método no qual cada ponto na superfície terrestre corresponda a um ponto no plano e vice-versa. Existem diversos métodos e estes métodos são chamados sistemas de projeções. Um sistema de projeção adota um modelo matemático do planeta e relaciona os pontos estabelecendo uma escala e um sistema de coordenadas.


Projeção cilíndrica transversa, o eixo do cilindro está perpendicular ao eixo da Terra.

As projeções cartográficas são classificadas de diversas formas. Quanto a superfície de projeção temos a cilíndrica, que é utilizada no sistema UTM na posição transversal, em relação à superfície de referência. Na posição transversal, o eixo do cilindro está perpendicular ao eixo da Terra.

Quanto ao tipo de contato entre as superfícies de projeção e referência, o sistema UTM adota a secante, onde a superfície de projeção secciona a superfície de referência. Isto vem da atribuição do fator de escala k = 0,9996 ao meridiano central do sistema UTM, que garante um modelo mais favorável de deformação em escala ao longo do fuso. Limitando o erro de escala em 1/2500 no meridiano central e 1/1030 nos extremos do fuso.


Fuso ou Zona UTM, com 6° de extensão longitudinal e seu meridiano central.

No sistema UTM a Terra é dividida em 60 fusos, ou zonas, com 6° de extensão de longitude e os fusos são numerados de 1 a 60, crescente no sentido leste a partir do fuso 180°, a 174° oeste de Greenwich. Isto é, o fuso 1 vai de 180°O até 174°O, o fuso 2 vai de 174°O até 168°O e assim sucessivamente. Cada fuso é prolongado em 30' sobre os fusos adjacentes, criando uma área de sobreposição de 1°.

O sistema UTM é utilizado somente entre as latitudes 84° ao norte e 80° ao sul. Cada fuso é segmentado em 20 faixas com 8° de extensão de latitude. São dez faixas no hemisfério norte e dez faixas no hemisfério sul. Embora não ser essencialmente adotado no UTM e sim no MGRS, uma derivação militar do UTM, as faixas são designadas por letras de C, a partir de 80°S, até X, que termina em 84°N. As letras I e O não são usadas por causa da similaridade com os números 1 e 0. A letra N é a primeira faixa do hemisfério norte, adotada por causa do "n" de norte.


O mapa UTM, com a identificação dos fusos, faixas e graus.

Os quadriculados das zonas são uniformes em todo o globo, com exceção em duas áreas. O quadriculado 32V está estendido para alcançar toda a Noruega e assim o quadriculado 31V está recuado. Os quadriculados 31X, 33X, 35X e 37X estão estendidos para cobrir a região da Esvalbarda, também pertencente à Noruega, assim os quadriculados 32X, 34X e 36X não são usados.

O ponto de origem de cada fuso é a intersecção do Equador com o meridiano central do fuso. Para evitar números negativos, é adotado o valor de 500.000 metros para o meridiano central do fuso, na linha ao longo do Equador. Os fusos possuem um alcance longitudinal de 167.000 a 833.000 metros, na altura do Equador, reduzindo em direção aos polos. Justificando os números, a Terra possui aproximadamente 40.000.000 metros de circunferência, então os fusos tem 666.666 metros de extensão longitudinal.

No hemisfério norte as posições são medidas para o norte partindo do zero ao Equador até 9.300.000 metros na latitude 84°N, na linha ao longo do meridiano central. No hemisfério sul as posições são medidas para o sul partindo do 10.000.000 metros ao Equador até 1.100.000 metros na latitude 80°S, na linha ao longo do meridiano central. Assim, nenhum ponto recebe um valor negativo.

A posição na Terra é dada pelo número do fuso (zona), as coordenadas Este (Easting) e Norte (Northing) explicitamente nesta ordem, e o hemisfério. A coordenada Este também pode ser descrita por X e a coordenada Norte por Y. Abaixo um exemplo de coordenada UTM:

X 271960,000 (Easting)
Y 7382350,200 (Northing)
Fuso 23 (Zone)
Hemisfério Sul
Elipsoide WGS84 (datum)

A coordenada acima, dada como exemplo, indica que o ponto está no fuso 23, no Hemisfério Sul, a 228.040 metros a oeste do meridiano central do fuso (500.000 - 271.960) e a 2.617.649,8 metros ao sul do Equador (10.000.000 - 7.382.350,2). O datum será útil no cálculo de conversão entre sistemas de coordenadas.

O sistema de coordenadas UTM é o sistema mais usado em projeções planas do globo terrestre. As coordenadas geográficas, em graus de latitude e longitude, são usadas na superfície esférica do globo. É possível realizar a conversão entre os sistemas, será visto em um próximo artigo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

SIMET Sistema de Medição de Tráfego Internet

Aposente todos os medidores de velocidade de Internet que você costuma utilizar, agora existe um bem mais interessante e possivelmente mais fidedigno, trata-se do SIMET (Sistema de Medição de Tráfego Internet).

No SIMET (http://simet.nic.br/) os testes são feitos até o PTT (Ponto de Troca de Tráfego) mais próximo do local que se encontra seu computador. Por que isto é melhor? Porque se um teste for feito em um local distante, às vezes até em outro país, não estará sendo testada a qualidade da rede do seu provedor, e sim a rede de todos os provedores utilizados para chegar ao local do teste. Se você possui uma conexão boa mas no meio no caminho existe um tráfego lento, o resultado da medição fica comprometido.

O SIMET é mantido pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologias de Redes e Operações (http://www.ceptro.br/). O CEPTRO.br é a área do NIC.br responsável por serviços e projetos relacionados principalmente à infra-estrutura da Internet no Brasil e ao seu desenvolvimento.

Um PTT (http://ptt.br/) é um local onde os provedores e empresas se conectam para a comunicação direta entre si, do tráfego de Internet. O PTTMetro é um projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (http://www.cgi.br/) que desenvolve a infra-estrutura necessária para a interconexão direta entre as redes que compõem a Internet Brasileira. Então, um PTTMetro é uma interligação de pontos de interconexão de redes, comerciais e acadêmicas, em um gerenciamento centralizado. Atualmente existem 20 PTTs no Brasil, localizados nas regiões metropolitanas.

Ao acessar a página de teste do SIMET (http://simet-publico.ceptro.br/), o navegador solicita uma autorização para executar a aplicação em Java. Basta aceitar. Como o sistema usa o Java para realizar os testes, é necessário ter o Java VM.

O teste aborda diversas propriedades de uma conexão. O primeiro teste é da latência, que é o tempo necessário para uma mensagem ir a um destino e voltar deste, também conhecido como Ping. O segundo teste é do Jitter, a diferença entre os Pings, para upload e download. Depois são testadas as velocidades de upload e download nos protocolos TCP e UDP.

Todos os testes são ilustrados com gráficos, além das tabelas com os resultados finais. Visualmente é bem agradável e legível. Como se não bastasse, é possível ainda informar o CEP da sua localidade e assim alimentar um mapa de todo o território brasileiro, com o resultado da sua medição.

O SIMET possui um Mapa de Qualidade (http://simet.nic.br/mapas/) que ilustra os pontos onde foram realizados testes pelo SIMET. Cada ponto recebe uma cor de acordo com a qualidade da conexão. São inúmeros pontos por todo o Brasil, aplicando o zoom visualizam-se as cidades com milhares de pontinhos. É bem interessante!



Para mais informações consulte a FAQ (Perguntas Frequentes) no endereço http://simet.nic.br/faq.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Windows Sysinternals

O Sysinternals (http://www.sysinternals.com/) é uma coleção gratuita de utilitários para diagnóstico, reparo e administração avançada, para a plataforma Windows. Possui uma ampla cobertura das funcionalidades de diversos aspectos do sistema operacional Windows.

A maioria dos utilitários possuem uma interface gráfica intuitiva, de fácil utilização, e outros possuem uma rica interface de linha de comando, para automatismo ou uso pelo prompt de comando.

O Sysinternals foi criado em 1996 por Mark Russinovich e Bryce Cogswell e em 2006 foi adquirido pela Microsoft, que vem disponibilizando estes utilitários no site da Microsoft TechNet.

Os utilitários não necessitam de instalação pois são compostos de arquivos únicos executáveis e podem ser executados de qualquer lugar, inclusive pela rede ou dispositivo removível. Também não deixam qualquer dado armazenado no sistema.

Dentre os utilitários, o Sysinternals fornece o Process Explorer, uma versão avançada do gerenciador de tarefas, o Autoruns, um avançado gerenciador de inicialização de aplicações, o RootkitRevealer, um utilitário de detecção de rootkits, PsTools, uma coleção de utilitários de console para acesso à arquivos e processos local ou remoto, e outros.

São dezenas e mais dezenas de utilitários fornecidos, para acesso ao registro, contas de usuários, active directory, organização do desktop, informação do sistema, rede, sistema de arquivos etc. Até o SDelete, já citado em artigo neste blog, também faz parte do Sysinternals.

Como se não bastasse, a Microsoft mantém no site o Sysinternals Live, um serviço que possibilita executar os utilitários diretamente pela Web. Simplesmente fornecendo o caminho para o Sysinternals Live no Windows Explorer ou na linha de comando, como http://live.sysinternals.com/[utilitário] ou \\live.sysinternals.com\tools\[utilitário].

Pelo site do Sysinternals é possível baixar isoladamente cada utilitário, como também está disponível uma suíte com todos eles em um único pacote.

Conheça mais sobre o Sysinternals em seu próprio site ou pelo livro oficial "Windows Sysinternals Administrator's Reference", de Mark Russinovich e Aaron Margosis, publicado pela Microsoft Press em 2011. Até a computação forense faz uso destes utilitários.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DFF - Sistema para forense digital

O DFF, Digital Forensics Framework (http://www.digital-forensic.org/), é um projeto dedicado para a forense digital.

O propósito deste sistema é oferecer um ambiente modular de forense digital para os profissionais de TI, com capacidade de realizar análises e de extrair dados suspeitos dos arquivos.

Estes arquivos podem vir de aquisição de dados de mídias digitais, como discos rígidos, memória RAM, dispositivos móveis ou pacotes capturados pela rede. Também podem vir de dados deletados que foram recuperados.

A informação é processada em um recipiente virtual de somente leitura, que preserva a integridade e autenticidade dos dados.

Principais características:

- Visualizadores de imagens, vídeos, textos, sistemas de arquivos.
- Análise de linha do tempo.
- Visualizador hexadecimal.
- Gerenciamento de volumes, partições.
- Manipulação de arquivos.
- Leitura de metadados, EXIF, estrutura de dados etc.
- Memória volátil: Windows XP (volatility).
- Sistemas de arquivos FAT 12/16/32, NTFS, EXTFS 2/3/4.
- Recuperação de dados, "file carving".
- Análise do registro do Windows.

O DFF é dividido em três camadas distintas de software, que comunicam entre si através de uma API modular:

- O núcleo.
- As interfaces de usuário.
- Os módulos.

A primeira camada é o núcleo da aplicação. É usado para carregar e executar os plugins.

A segunda camada é composta de plugins e módulos, invocados pelo núcleo. Cada um é designado para analisar tipos específicos de dados, como dados da RAM e sistemas de arquivos.

A terceira camada é composta da interface ao usuário. Esta camada é usada para selecionar a origem dos dados que serão analisados e visualizar os resultados das análises. As interfaces são a gráfica e o shell para linha de comando.


O DFF ainda é um projeto novo mas já está bastante funcional. Se o projeto crescer, novos módulos devem ser desenvolvidos e assim, o DFF oferecerá muitos recursos para a computação forense.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A proporção do nosso Sistema Solar

Um modelo do nosso Sistema Solar mantendo a mesma proporção, em dimensão reduzida, e adotando o diâmetro do Sol sendo igual a 1 metro, tem a escala de 1:1.391.900.000. A tabela abaixo mostra os diâmetros e órbitas dos principais astros do nosso Sistema Solar em escala reduzida, proporcionalmente ao modelo do Sol com 1 metro de diâmetro:

            Diâmetro (milímetros)   Raio da Órbita (metros)
Mercúrio 3,4 41,633
Vênus 8,6 77,67
Terra 9,1 107,457
Lua 2,4 0,276
Marte 4,8 163,689
Júpiter 100,2 559,048
Saturno 83,6 1.025,217
Urano 33,7 2.062,145
Netuno 32,6 3.232,919
Plutão 1,6 4.248,15


Nesta escala a velocidade da luz seria 215,3 milímetros por segundo, percorrendo em um ano 6.796,8 quilômetros, e o centro da nossa galáxia estaria a 188.340.398 quilômetros de distância.

domingo, 6 de setembro de 2009

O Sistema Internacional de Unidades

A metrologia é a ciência da medição, abrangendo todas as medições realizadas num nível conhecido de incerteza, em qualquer domínio da atividade humana. O desenvolvimento e a consolidação da cultura metrológica vêm-se constituindo em uma estratégia permanente das organizações, uma vez que resultam em ganhos de produtividade, qualidade dos produtos e serviços, redução de custos e eliminação de desperdícios. A construção de um senso de cultura metrológica não é tarefa simples, requer ações duradouras de longo prazo e depende não apenas de treinamentos especializados, mas de uma ampla difusão dos valores da qualidade em toda a sociedade.

A necessidade de medir é muito antiga e remonta à origem das civilizações. Por longo tempo cada país, cada região, teve o seu próprio sistema de medidas, baseado em unidades arbitrárias e imprecisas, como por exemplo, aquelas baseadas no corpo humano: palmo, pé, polegada, braça, côvado.

Em 1789, numa tentativa de resolver o problema, o Governo Republicano Francês pediu à Academia de Ciências da França que criasse um sistema de medidas baseado numa "constante natural". Assim foi criado o Sistema Métrico Decimal. Posteriormente, muitos outros países adotaram o sistema, inclusive o Brasil, aderindo à "Convenção do Metro". O Sistema Métrico Decimal adotou, inicialmente, três unidades básicas de medida: o metro, o litro e o quilograma.

O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM) foi criado pela Convenção do Metro, assinada em Paris em 20 de maio de 1875. Funciona sob a fiscalização exclusiva do Comitê Internacional de Pesos e Medidas (CIPM), sob autoridade da Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM). O Bureau Internacional, que tem por missão assegurar a unificação mundial das medidas físicas, é encarregado de estabelecer os padrões fundamentais e as escalas das principais grandezas físicas, de efetuar a comparação dos padrões nacionais e internacionais, de assegurar a coordenação das técnicas de medidas correspondentes e de efetuar e de coordenar as determinações relativas às constantes físicas que intervêm naquelas atividades.

Entretanto, o desenvolvimento científico e tecnológico passou a exigir medições cada vez mais precisas e diversificadas. Por isso, em 1960, o sistema métrico decimal foi substituído pelo Sistema Internacional de Unidades - SI, mais complexo e sofisticado, adotado também pelo Brasil em 1962 e ratificado pela Resolução nº 12 de 1988 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro, tornando-se de uso obrigatório em todo o Território Nacional.

As sete unidades de base do SI, fornecem as referências que permitem definir todas as unidades de medida do Sistema Internacional. Com o progresso da ciência e com o aprimoramento dos métodos de medição, torna-se necessário revisar e aprimorar periodicamente as suas definições. Quanto mais exatas forem as medições, maior deve ser o cuidado para a realização das unidades de medida.

As sete grandezas de base, que correspondem às sete unidades de base, são: comprimento, massa, tempo, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de substância e intensidade luminosa. As grandezas de base e as unidades de base se encontram listadas, juntamente com seus símbolos, na tabela abaixo:

Grandeza de base              Símbolo              Unidade de base       Símbolo

comprimento l, h, r, x metro m
massa m quilograma kg
tempo, duração t segundo s
corrente elétrica I, i ampere A
temperatura termodinâmica T kelvin K
quantidade de substância n mol mol
intensidade luminosa Iv candela cd


Todas as outras grandezas são descritas como grandezas derivadas e são medidas utilizando unidades derivadas, que são definidas como produtos de potências de unidades de base. Exemplos de grandezas derivadas e de unidades derivadas estão listadas abaixo:

Grandeza derivada             Símbolo              Unidade derivada                Símbolo

área A metro quadrado m²
volume V metro cúbico m³
velocidade v metro por segundo m/s
aceleração a metro por segundo ao quadrado m/s²


Algumas unidades derivadas recebem nome especial, sendo este simplesmente uma forma compacta de expressão de combinações de unidades de base que são usadas freqüentemente. Alguns exemplos abaixo:

Grandeza derivada             Nome da unidade      Símbolo da unidade   Expressão

angulo plano radiano radiano m/m = 1
freqüência hertz Hz s^-1
força newton N m kg s^-2
energia, trabalho, calor joule J N m = m^2 kg s^-2
potência watt W J/s = m^2 kg s^-2
diferença de potencial volt V W/A = m^2 kg s^-3 A^-1


Para mais informações e download dos documentos acesse os sites abaixo:

http://www.inmetro.gov.br/consumidor/unidLegaisMed.asp

http://www.bipm.org/en/si/

sábado, 18 de julho de 2009

Conhecendo a organização do sistema de arquivos do Linux

Para quem está acostumado com os sistemas operacionais da Microsoft, um usuário de DOS e Windows, pode sentir-se um pouco perdido quando começa a navegar pelo sistema de arquivos no Linux. A ausência das letras que identificam as unidades de disco, como A:\ e C:\, e também do "Meu Computador".

O sistema de arquivos do Linux é organizado de uma forma hierárquica unificada. Diferente do DOS/Windows onde cada dispositivo de armazenamento, ou partição de disco, assume uma unidade separada, no Linux os dispositivos de armazenamento, como CDs, disquetes, pendrives etc., e as partições existentes nos discos rígidos farão parte de uma única hierarquia.

No topo desta hierarquia está o diretório raiz, identificado por / (barra), e que contém todos os outros diretórios. É uma prática comum o diretório raiz conter apenas diretórios mas algumas distribuições colocam alguns arquivos neste local. O administrador do sistema não deve depositar arquivos aqui.

Dentre os diretórios existentes na raiz cada um possui uma finalidade única, com o objetivo de manter um sistema operacional organizado para o administrador e usuário. Muitos softwares são compostos por mais de um arquivo, costumam conter arquivos executáveis, bibliotecas, arquivos de configuração, alguns softwares são de uso do administrador do sistema, outros para uso dos usuários e por aí vai. Sendo assim o Linux organiza todos estes arquivos, referentes aos softwares instalados no sistema operacional, em diretórios separados.

Veja abaixo uma pequena explicação sobre a função de cada diretório no sistema de arquivos do Linux. As distribuições poderão conter outros além destes mais comuns:

/home

O diretório /home armazena os arquivos pessoais dos usuários, é a casa do usuário. Cada usuário do sistema possui o seu local particular dentro deste diretório, geralmente em um subdiretório com nome igual ao username do respectivo usuário. É o único diretório em que o usuário tem total permissão de leitura e escrita dos arquivos, os outros diretórios somente o administrador do sistema tem permissão de operar. É no diretório /home de cada usuário que ficam salvos os arquivos de configuração personalizados para o usuário.

/root

O administrador do sistema por sua vez utiliza o diretório /root como diretório pessoal. O /root é o equivalente ao /home dos usuários.

/bin

Os comandos mais fundamentais do sistema operacional possuem seus arquivos executáveis armazenados neste diretório /bin. Seu nome é uma abreviação para binário.

/sbin

O diretório /sbin contém os arquivos executáveis para a manutenção do sistema, utilizado principalmente pelo seu administrador.

/usr

A grande maioria dos aplicativos instalados, que geralmente não fazem parte do sistema operacional e que são para uso dos usuários, ficam com seus arquivos localizados nos subdiretórios do /usr. Possui uma estrutura completa para a organização dos arquivos que compõem um aplicativo, contendo subdiretórios para os executáveis, para a configuração, para as bibliotecas etc. Um aplicativo completamente integrado ao sistema operacional vai, durante sua instalação, colocar os arquivos aqui. O diretório /usr contém um subdiretório, o /usr/local, que serve como uma estrutura local para a instalação e execução de aplicativos, isolando os arquivos do aplicativo em questão do resto do sistema operacional. Outros subdiretórios são encontrados como o /usr/share que contém arquivos compartilháveis (ícones, manuais, documentação etc.), também existe o /usr/src contendo os arquivos fontes dos programas, incluindo o código fonte do kernel.

/opt

Este diretório /opt é reservado para a instalação de aplicativos de terceiros que normalmente possuem a sua própria organização na hierarquia dos arquivos, não sendo possível a integração no sistema operacional.

/etc

O diretório /etc contém todos os arquivos de configuração do sistema operacional. Quando trata-se de um aplicativo que pode ser personalizado pelo usuário, aqui poderá conter uma versão generalizada da configuração do aplicativo para uso caso o usuário não especifique algo. Também existe o subdiretório /etc/skel que contém os arquivos que irão popular inicialmente o /home de um usuário quando seu username for criado. O diretório /etc é um diretório importante pois contém todas as configurações realizadas pelo administrador do sistema e seu backup torna-se mais que necessário.

/dev

Este diretório /dev contém arquivos especiais de acesso aos dispositivos de hardware. Por exemplo o disco rígido pode ser localizado pelo arquivo /dev/hda, /dev/sdb etc., o drive de disquete é localizado pelo arquivo /dev/fd0, a porta paralela pelo /dev/lp0.

/proc

O /proc é um sistema de arquivos virtual, nenhum espaço em disco real é associado à ele. Os arquivos deste diretório são apenas acessos para informações e estatísticas fornecidas pelo kernel e também para a passagem de parâmetros para o kernel.

/var

O diretório /var contém os arquivos com dados variáveis como log, cache, filas de impressão e correio eletrônico, chaves de bloqueio de acesso à dispositivos. Tudo que é do sistema ou de algum serviço do sistema que tem seu conteúdo passivo de alteração é armazenado no /var.

/lib

As bibliotecas compartilhadas utilizadas pelos aplicativos instalados no sistema operacional, os módulos do kernel ou também bibliotecas para compilação costumam ficar neste diretório.

/boot

Este diretório /boot contém tudo o que é necessário para o processo de inicialização da máquina. Aqui ficam as imagens do kernel, mapas e configurações do sistema e o gerenciador de inicialização.

/tmp

No /tmp ficam os arquivos que são requeridos temporariamente. Muitos programas em execução mantém arquivos neste diretório e na maioria das vezes são excluídos quando a execução está encerrada.

/lost+found

Quando o sistema sofre algum travamento ou a máquina sofre alguma interrupção abrupta, na próxima inicialização o sistema faz uma checagem automática do sistema de arquivos e tenta recuperar arquivos corrompidos se for encontrado algum, o resultado desta operação é armazenado neste diretório.

/mnt

Este é um local genérico para ponto de montagem de sistemas de arquivos ou dispositivos de armazenamento. Após a montagem os arquivos são acessíveis a partir do ponto de montagem. Este diretório /mnt usualmente contém subdiretórios que servirão de ponto de montagem para sistemas compartilhados pela rede ou dispositivos, específicos, por exemplo /mnt/cdrom servirá para a montagem do sistema de arquivos de um disco inserido na unidade de CD.

/media

Semelhante ao diretório /mnt, o diretório /media serve como ponto de montagem para mídias removíveis. As distribuições modernas com seus recursos de automontagem costumam adicionar aqui os diretórios que recebem o ponto de montagem para as mídias inseridas.


Um aspecto importante no sistema de arquivos do Linux é que tudo é um arquivo ou um diretório. Todos os dispositivos de armazenamento, partições em disco, arquivos de bloco montados, compartilhamentos acessados pela rede, tudo é incorporado na estrutura hierárquica da árvore de diretórios, tudo a partir do diretório raiz. Inclusive o acesso aos outros dispositivos de hardware e aos recursos do kernel se dá através dos arquivos em diretórios.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O sistema de numeração romano

O sistema de numeração romano no mundo moderno baseia-se em sete algarismos: I, V, X, L, C, D e M, que tem como valores respectivamente 1, 5, 10, 50, 100, 500 e 1000 unidades.

Para representar os valores intermediários usa-se a combinação deles. Algarismos repetidos somam seus valores, com até no máximo três algarismos, por exemplo III = 3, XX = 20. Com um algarismo menor antes de um maior faz a subtração, chamado de princípio subtrativo, por exemplo IV = 4, XC = 90. E com um algarismo menor depois de um maior somam-se seus valores, por exemplo XV = 15, XVI = 16, LX = 60.

No princípio subtrativo existem algumas regras. Os únicos algarismos válidos são os I, X e C. Os algarismos "cinco" V, L e D não podem ser usados, e M também não pode ser usado pois é o maior. Um número menor não pode ser menor do que a décima parte do maior, então I só pode ser usado à esquerda de V ou X, o X só pode ser usado à esquerda de L ou C, e C só pode ser usado à esquerda de D ou M. Somente um único número menor pode ser usado à esquerda de um maior e também somente um único número maior será subtraído. Segue alguns exemplos: CMXLIX = 949, CDXLIV = 444, XCIX = 99, XIX = 19.

Observa-se que o princípio subtrativo serve para obter os algarismos 4 e 9 e a adição serve para obter os algarismos 2, 3, 6, 7 e 8 na formação dos números.

Para representar números maiores que MMM (três mil) usa-se um traço horizontal sobre o número, que significa multiplicá-lo por mil, por exemplo:
_          _            ________
V = 5.000, X = 10.000 e MMMDCCCLMMCDXXIX = 3.852.429

Seguindo esta mesma regra, com dois traços sobre o número faz a multiplicação por um milhão.

O maior número que pode ser representado sem o uso do traço multiplicador é o número MMMCMXCIX = 3999. Segue alguns exemplos:



I = 1
II = 2
III = 3
IV = 4
V = 5
VI = 6
VII = 7
VIII = 8
IX = 9
X = 10

XI = 11
XII = 12
XIII = 13
XIV = 14
XV = 15
XVI = 16
XVII = 17
XVIII = 18
XIX = 19

XX = 20
XXX = 30
XL = 40
L = 50
LX = 60
LXX = 70
LXXX = 80
XC = 90

C = 100
CC = 200
CCC = 300
CD = 400
D = 500
DC = 600
DCC = 700
DCCC = 800
CM = 900

M = 1000
MM = 2000
MMM = 3000

MCDLXXVI = 1476
MCMXCIX = 1999
MMIX = 2009

Este sistema moderno de numeração romano é uma evolução do sistema utilizado nos primórdios da civilização Romana. Por exemplo antigamente o número 4 podia ser representado por IIII, 18 podia ser representado por IIXX e também eram usados outros algarismos para quinhentos e mil.